Com coveiros em greve, famílias pagam por fora para enterrar parentes
Com salários atrasados há três meses, os coveiros do Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, admitiram receber pagamentos por fora para realizar sepultamentos. Os funcionários, que tem trabalhado em operação-padrão como forma de protesto, aceitam gratificações das famílias dos mortos para agilizar os enterros. O Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp) confirmou o fato e saiu em defesa da categoria. “Questão de desespero. O pessoal acaba aceitando R$ 30, R$ 40 ou R$ 50”, alegou um representante da entidade. Nesta quarta-feira (4), apenas quatro enterros foram realizados. Normalmente, acontecem dez por dia. Terceirizados da empresa White Limp Serviços de Manutenção, os coveiros denunciam que já ficaram quatro meses sem receber salários e três anos sem tirar férias. Outra reclamação da categoria é a falta de equipamentos de segurança como luvas, botas e máscaras. “Eles têm contatos com pedaços de corpos humanos, muitos de pessoas que morreram contaminadas. Na verdade, falta até farda. Os que utilizam o fardamento têm as roupas rasgadas”, diz o diretor-executivo do sindicato, Édson Araújo. Informações do jornal Correio.
