Grupos de ternos de reis reclamam da falta de patrocínio
Além dos problemas que podem ser causados por uma obra da Coelba, os grupos de ternos de reis que se apresentam na tradicional Festa da Lapinha enfrentam dificuldades financeiras e chegaram a cogitar desistir do desfile que acontece nesta quinta-feira (5), informa reportagem do jornal A Tarde. Nesta noite, seis grupos de ternos da capital e quatro do interior do estado irão cumprir o ritual de todo ano, mas há queixa de falta de investimento. “Esta sempre foi a quantidade de ternos apresentada. A dificuldade que temos agora é o patrocínio. Mandamos projeto para o Fundo de Cultura, mas não recebemos nada”, reclama o presidente da União dos Tradicionais Ternos e Ranchos de Reis e Bailes Pastoris da Bahia, José Jerônimo Gomes. O valor foi solicitado em agosto, mas, segundo Jerônimo, não houve resposta alguma sobre os R$ 76 mil pedidos. O grupo enviou, então, uma carta ao governador em dezembro. Mais uma vez, não teve resposta, de acordo com o dirigente. A Secretaria Estadual da Cultura (Secult) afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que a definição dos investimentos em projetos pelo Fundo de Cultura é feita depois de avaliação realizada por uma equipe externa de consultores, subdividida em áreas como audiovisual, teatro, festas populares, música, dentre outros.
