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Chomsky pede que Chávez liberte juíza venezuelana

O intelectual de esquerda americano Noam Chomsky escreveu uma carta aberta na qual pede que o presidente venezuelano Hugo Chávez liberte a juíza Maria Lourdes Afiuni, que está em prisão domiciliar e cuja pena foi prolongada por mais dois anos. Conhecido defensor do chavismo, Chomsky pediu ao venezuelano que "atue de maneira consistente com os valores humanitários promovidos pela revolução bolivariana". A juíza é acusada de corrupção e está presa desde 2009, mas nunca chegou a ser julgada. Chávez nega influência sobre o Judiciário, apesar dos indícios. O próprio Chomsky admite que "não há garantias de um julgamento justo e imparcial" no caso. De acordo com a carta, ela é proibida de falar com a imprensa, vive cerca por uma dezena de guardas e não tem sequer contato com o sol. Maria Lourdes começou a ser perseguida pelo governo depois que autorizou a libertação do banqueiro Eligio Cedeño, que teria desrespeitado leis de comércio com países estrangeiros e aguardava julgamento. Depois de solto, Cedeño fugiu para os Estados Unidos, onde pediu asilo por alegar ser um “perseguido político”.

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