Descontaminação de prédios em Fukushima contará com auxílio de 900 soldados
O governo japonês irá enviar a partir desta quarta-feira (7) novecentos soldados das Forças de Autodefesa (Exército) para trabalharem na descontaminação de edifícios localizados na zona de exclusão ao redor da usina nuclear de Fukushima Daiichi, palco do pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1996. De acordo com a agência local Kyodo, os soldados trabalharão durante duas semanas em dependências das cidades de Namie, Tomioka e Naraha, cujos centros urbanos ficam, respectivamente, a sete, nove e 16 km do centro nuclear. As tropas terão o auxílio de uma unidade química especializada em radiação. Depois da primeira etapa de descontaminação, está previsto utilizar os edifícios como base de operações para iniciar, em janeiro, uma expansão do trabalho, atingindo as zonas contíguas à usina. Esta será a primeira vez em que ocorre uma operação de limpeza dentro da zona de exclusão criada em torno de um raio de 20 km ao redor de Fukushima. Mais de 80 mil pessoas que viviam na região foram removidas após o acidente nuclear, ocasionado por um tsunami. O episódio também causou perdas milionárias nas indústrias agrícola, pesqueira e de criação de gado. Nas últimas semanas, análises realizadas em centros agrícolas de Fukushima detectaram níveis excessivos de césio em plantações de arroz.
