Valério pode ter de devolver R$ 500 mil aos cofres públicos
O publicitário Marcos Valério, preso na última sexta-feira (2) por suspeita de participar de um esquema de grilagem de terras e fraudes para obter registros de imóveis inexistentes no oeste da Bahia, pode ter de devolver R$ 500 mil ao erário. Laudos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal revelam que esse valor saiu do antigo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) para financiar a campanha à reeleição do então governador tucano Eduardo Azeredo, em 1998. A ação que pede o ressarcimento é movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. Segundo a investigação da PF, o montante oriundo de empresas do grupo Bemge foi destinado para patrocínio do Iron Biker, evento esportivo organizado pela agência SMPB, da qual Valério era sócio. A denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e ratificada pelo MP-MG, foi recebida em fevereiro de 2010. De acordo com o ex-procurador, houve desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões para a campanha à reeleição de Azeredo através da "retirada criminosa" de recursos públicos do Bemge (R$ 500 mil) e das estatais Copasa (R$ 1,5 milhão) e Companhia Mineradora, atual Codemig (R$ 1,5 milhão). Valério e os outros envolvidos sempre negaram ter participado das irregularidades. O empresário continua preso na sede da Polinter, no bairro da Piedade, em Salvador. Os advogados tentam um habeas corpus para ele e outros dois sócios que também estão custodiados na capital baiana.
