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Caso Lucas Terra: Advogado que defende pastores fala em “processo de dois trilhos” II

Por Felipe Campos

"Justiça não pode se dobrar à pressão emocional", afirma advogado
Faria lembrou que o aspecto emocional do caso não pode ser confundido com o fato de que não há provas concretas contra os dois acusados. “Hoje [sexta] foi a última audiência ouvindo uma testemunha de defesa que mais uma vez comprovou a impossibilidade material deles terem praticado este crime. Eu jamais defenderia uma pessoa se eu não tivesse a absoluta certeza de que são inocentes. A gente compreende o drama deles [dos pais de Lucas Terra], mesmo passado 10 anos, mas a Justiça não pode, e eu confio nisso, se dobrar à pressão emocional dado a riqueza de contradições da versão de acusação”, declarou. Nesta última sessão, os seguranças do Fórum Ruy Barbosa tiveram que ser chamados para conter Marion Terra, mãe de Lucas, que queria agredir o pastor Fernando, de acordo com o advogado. Até então, o auxiliar de pastor, Silvia Galiza, foi o único condenado e responde em regime semi-aberto no presídio de Lauro de Freitas. Em sua terceira versão para o crime, ele acusa Fernando e Joel de manterem relações sexuais com o garoto. O Ministério Público alega que os réus no processo são os executores do adolescente, que teria sido violentado e morto dentro de uma unidade da igreja, no Rio Vermelho.

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