Segurança: Carros brasileiros equivalem aos europeus da década de 90
O Instituto Latin NCAP, que não é financiado pelas montadoras, começou a analisar os automóveis da América Latina e Caribe, onde o índice per capita de acidentes fatais no trânsito é o maior do mundo. Os carros foram testados em bateria de crash-test promovida pelo órgão, divulgada nesta quinta-feira (24). Os veículos foram submetidos a uma colisão frontal a 64 km/h contra uma barreira deformável. O teste atestou que os automóveis Chevrolet Celta e Corsa Classic, Fiat Uno e Ford Ka apresentam uma estrutura muito frágil que, no caso de colisões nessa velocidade, podem causar lesões graves e até a morte dos ocupantes, mesmo com os airbag dos modelos mais completos. “Os últimos resultados da Latin NCAP mostram que os níveis de segurança usados nos carros mais populares da América do Sul ainda estão vinte anos atrasados em relação aos veículos utilizados na Europa e América do Norte”, diz Max Mosley, presidente da Global NCAP. Recomendação da ONU que já é adotada nos países europeus obriga que todos os veículos saiam de fábrica com itens como airbag para motorista, passageiro e de cortina lateral, além de ABS.
