AL-BA vira sauna: Servidores acusam Nilo de cortar ar; Presidente diz que problema é técnico
Por João Gabriel Galdea
Com a ameaça de fechar o ano com as contas bem “abaixo de zero”, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Marcelo Nilo (PDT), é acusado por funcionários da Casa de fazer subir a temperatura nas dependências do Legislativo ao, supostamente, mandar cortar o serviço de ar condicionado. A tática do chefe do parlamento estadual, segundo os insatisfeitos, seria, mais uma vez, sustar benefícios e confortos dos seus subalternos, para não fechar o ano com a corda no pescoço – a AL-BA até conseguiu, junto ao Executivo, suplementação de R$ 22 milhões para diminuir o déficit financeiro em 2011, mas Nilo ainda pleitearia mais R$ 14 milhões para arrefecer a quentura da sua batata. Em entrevista ao Bahia Notícias, entretanto, o presidente da Assembleia negou que o corte no friozinho das salas tenha sido uma medida para economizar na conta de energia. “Aconteceu um problema na central de ar condicionado, e a gente teve que reduzir a capacidade em 50%. Portanto, foi problema técnico, que deve ser resolvido até a próxima segunda-feira”, justificou. Para esfriar ainda mais a cabeça dos servidores exaltados, o presidente também anunciou que desistiu da ideia de implantar o chamado “turnão”, medida que ajudaria a reduzir os gastos com o restaurante. “Um grupo de funcionários veio me pedir para não haver essa mudança e eu analisei os prós e contras e resolvi suspender”, afirmou nesta quinta-feira (24). Segundo Nilo, a decisão vale até dezembro. Em janeiro, com o recesso parlamentar, volta a pensar na possibilidade.
