Presidente da Câmara reconhece que há títulos para quem não merece
Por Rafael Rodrigues
Na tentativa de moralizar a concessão de honrarias na Câmara Municipal de Salvador, tramita na casa um projeto de resolução interna que visa estabelecer uma cota de quatro títulos a serem concedidos por vereador ao ano. Como a Câmara tem 41 vereadores, será possível a realização de 164 sessões solenes. Se considerados apenas os dias úteis do ano, a média de títulos chega a ser de um a cada dia e meio. “Eu não digo que a imagem estava arranhada porque dava um pouco acima do ideal de títulos, mas há um consenso na câmara de que existe um número que pode se reduzir, para tomar um critério”, reconheceu o vereador Pedro Godinho (PDMB), presidente da Câmara, em entrevista ao Bahia Notícias na tarde desta sexta-feira (18), no anúncio de verbas do PAC para a mobilidade em Salvador. Indagado sobre a irrelevância de algumas homenagens concedidas a personalidades que não têm serviços prestados ao povo soteropolitano, como o cantor Ricky Vallen, o legislador admitiu haver casos de banalização das honrarias. “O critério é do vereador. Só que nós colegas temos um trato, uma combinação, de não ser contra. A não ser que seja uma pessoa denigra o nome da Câmara. Uns merecem mais, uns menos, outros não merecem. Fica a critério de cada vereador”, afirmou.
