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Denúncias no Trabalho: Mesmo sem navios, AP tem sindicato das Indústrias da Construção Naval

Entre os sete sindicatos-fantasmas do Amapá que receberam autorização para serem criados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, segundo a Folha de S. Paulo desta terça-feira (15), está o das Indústrias da Construção e Reparação Naval. Acontece que a produção de navios no estado é zero, segundo o secretário de Indústria local, José Reinaldo. No estado do Norte do país também não há indústria de papel e celulose, segmento que também ganhou carta sindical de Lupi. "No Amapá a gente apenas produz matéria-prima para fabricar papel", afirmou o secretário. Atualmente, diz Reinaldo, o setor público domina a economia do Estado. Em 2009, segundo o IBGE, havia 145 empresas da indústria, com 4 mil empregos. "A criação de tantos sindicatos só se explica pelo cunho político", elucidou. O reconhecimento do ministério daria aos sete sindicatos força para disputar o controle da Federação das Indústrias do Amapá, que tem orçamento anual superior a R$ 10 milhões e controla verbas do Sistema S (Sesi, Senai).

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