Denúncias no Trabalho: Lupi ajudou aliado a criar sindicatos-fantasmas
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), se torna cada vez mais um forte candidato a ser o sétimo membro do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff a ser defenestrado. Reportagem da Folha de S. Paulo desta terça-feira (15) denuncia que o chefe da pasta concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem. Os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que admite ter se valido da proximidade partidária com o ministro. Segundo a publicação, nenhum dos presidentes desses sindicatos é industrial. Trata-se de motoristas de uma cooperativa de veículos controlada por um aliado do parlamentar. Além disso, os sindicatos têm registros em endereços nos quais não há estrutura montada. As certidões foram dadas pelo MTE em abril e agosto de 2009 e levam a assinatura de Lupi, ao lado da inscrição "certifico e dou fé", e do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros. A pasta foi avisada por ofício pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá, em fevereiro de 2009, de que esses sindicatos não tinham representação. Como resposta, o MTE alegou que "não cabe ao ministério apurar se os integrantes da entidade possuem indústria no ramo ao qual pretendem representar" e que apenas sindicatos poderiam fazer esses questionamentos. Em agosto deste ano, o deputado Vinícius Gurgel (PRTB-AP) enviou ofício ao gabinete de Lupi reiterando as suspeitas de irregularidades.
