Sede de revista francesa que publicou charge de Maomé é incendiada
A sede da revista Charlie Hebdo, famosa por suas sátiras e críticas mordazes, foi consumida pelo fogo nesta quarta-feira (2) em Paris, na França. Nesta data, ela publica um número especial com uma charge do profeta Maomé na capa, que gerou revolta desde que foi anunciada nas redes sociais. As chamas, que não deixaram vítimas, foram provocadas por um coquetel molotov lançado contra o prédio da publicação, segundo a polícia. A revista decidiu, para “celebrar a vitória” do partido islamita Ennahda nas eleições na Tunísia, fazer do profeta Maomé o editor do número, que recebeu o título especial de "Charia Hebdo". A sharia (charia em francês) é lei islâmica. O título da edição também é uma referência ao recente anúncio do Conselho Nacional de Transição na Líbia da restauração da lei muçulmana. “Cem chicotadas se você não morrer de rir”, adverte a capa da revista, que teve o site afetado pela ação de hackers nas últimas horas. O número inclui um editorial assinado por Maomé, intitulado “Aperitivo Hatar”, ilustrações e até um suplemento feminino, o "Charia Madame". Na última página há ainda uma charge do profeta, com um nariz vermelho de palhaço, na qual ele diz “sim, o Islã é compatível com o humor".
