Catu: Compra de combustível foi aprovada por unanimidade, diz acusado
Por Rafael Rodrigues
A distribuição de cotas mensais de 150 litros de gasolina para cada um dos 10 vereadores da Câmara Municipal de Catu, na região metropolitana, foi regulamentada pela aprovação da Resolução 09/2009, que teve o voto favorável de todos os vereadores. É o que justifica o vereador Carlos Luis Nego (PP), ex-presidente da Câmara, em resposta à denúncia ao Ministério Público (MP-BA) protocolada pelo vereador Adilson Mota (PT). A Câmara gasta cerca de R$ 101 mil anuais com combustível, mas tem apenas dois veículos oficiais. A denúncia de Mota teve como base o caso do município de Jandira (SP), em que 11 vereadores foram condenados a devolver R$ 190 mil devido à ilegalidade no benefício. Nego destaca, entretanto, que desde o Ato 01, publicado em 2001, "em todo este tempo nunca as contas foram reprovadas pelo TCM", frisou. O "auxílio-combustível" só veio a ter regras mais claras com a resolução de 2009. Segundo Luis Nego, o petista, ao se negar receber sua cota de combustível, cobrou, e foi atendido, que tivesse duplicada a oferta dos veículos oficiais para seu gabinete, de dois para quatro dias. O edil reconhece que a distribuição de combustível para ser utilizado em carros particulares dificulta a fiscalização de eventuais desvios. "Vai da consciência de cada um dos vereadores, mas somos os que gastamos menos em quase toda a Região Metropolitana com combustível", ponderou, em visita ao Bahia Notícias. O atual presidente da Câmara, Alexandro Silva (PDT), negou a existência de dívidas da gestão anterior. “Ele é vereador e deveria saber que um presidente não pode pagar dívida de outra gestão. Tem que fechar o balanço”, defendeu. “Os nove vereadores estão contra ele nesta forma de fazer política com este tipo de denúncia, inclusive José Carlos Seles, que é do PT”, afirmou Nego.
