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Deputado pede atuação conjunta entre prefeitura e comunidades para evitar desastres naturais

Por Evilásio Júnior

Glauber Braga apresenta Estatuto Nacional de Proteção Civil até fim do ano
O deputado federal Glauber Braga (PSB-RJ), relator da Comissão Especial Preventiva e Saneadora de Catástrofes Climáticas da Câmara, esteve esta semana em Salvador para participar da sessão especial que abriu a “Semana Nacional de Redução de Desastres” no Legislativo soteropolitano e comparou a ação das chuvas no Rio de Janeiro e na capital baiana. Oriundo da Região Serrana fluminense, uma das mais afetadas pelos efeitos dos temporais no Brasil, o parlamentar defendeu, em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, a implantação de uma lei nacional de redução de riscos, em que deverá ser priorizada a implantação de uma cultura de prevenção nas cidades. Para ele, não basta às prefeituras cobrarem investimentos dos governos estadual e federal, sobretudo após as tragédias acontecerem, como a que ocorreu em maio de 2009 em Salvador (ver aqui e aqui). “A primeira coisa que a gente tem que estabelecer é a força do poder local. Não adianta a gente achar que vai ter, no primeiro momento, uma reação mais consistente do governo federal ou do Estado, com o desastre já instalado, porque quem vai responder é o Município”, analisou. Para evitar situações de calamidade, o socialista cobra uma atuação direta do poder público municipal com os moradores das áreas mais frágeis. “A gente tem que ter o fortalecimento dos organismos de proteção civil, que hoje a gente ainda chama de defesa, mas a gente tem que trabalhar muito em conjunto com as comunidades. Esse é o melhor caminho, porque a gente tem a oportunidade de organizar as comunidades para elas saberem exatamente para onde têm que se dirigir, qual é o ponto seguro daquela comunidade, os serviços de alerta e alarme que são disponibilizados”, sugeriu. Braga tem a tarefa de finalizar até o final do ano o Estatuto Nacional de Proteção Civil. O relatório será apresentado publicamente nos próximos dias 10 e 11 de novembro no plenário da Câmara.

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