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Sindicalistas pedem fim da “era UFC” no governo Dilma

Determinada em evitar o aumento do gasto com a máquina pública neste 2011, a presidente Dilma Rousseff comunicou no início do ano que não daria aumentos salariais acima da inflação para nenhuma categoria do funcionalismo público. Para conter as greves, decidiu tomar uma iniciativa pouco adotada pelo seu antecessor, o ex-presidente Lula: cortar o ponto dos faltosos. Já tomou a atitude na greve dos Correios e com os bancários da Caixa Econômica e do Banco do Brasil. O objetivo é desencorajar paralisações que se ensaiam em outras áreas como policiais, servidores do Judiciário e petroleiros, que iniciam nesta semana a negociação com a Petrobras e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). "Por isso queremos demovê-la dessa política de UFC", diz o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, referindo-se à famosa liga de vale-tudo, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. O Ministério do Planejamento é o principal alvo de queixa nos sindicatos. A pasta nega atitude diferente e cita frase de Lula: "Greve é guerra, não férias". Só que o ex-presidente sempre flexibilizava: trocava descontos por reposição de dias parados.

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