PSOL aposta em militantes históricos
Por Evilásio Júnior
Ao contrário da maioria dos partidos, que apostou em nomes conhecidos da sociedade, seja pela política ou pelas artes, o PSOL resolveu arriscar suas fichas em militantes históricos para as eleições de 2012 em Salvador. Entre as novidades, além de lideranças comunitárias, sindicais e de organizações sociais, as adesões com maior apelo foram a de Carmen Sacramento, do Movimento Negro, e do repórter Waldeck Filho, da TV Aratu – ambos pré-candidatos a vereador. A grande perda foi a de Luís Carlos França, postulante a senador pela sigla em 2010. Com 20.405 votos na campanha para deputado estadual só em Salvador – o 10º melhor classificado na cidade – (24,6 mil em todo o estado), Hilton Coelho desponta como principal representante da legenda na corrida por uma das 43 cadeiras da Câmara Municipal. “Nós vamos atrás de 20 mil votos [para ele], pois apostamos em um eleitorado muito consolidado em Salvador. Achamos que é possível, somados os votos da frente [O PSOL fará chapa proporcional com PCB e PSTU], fazermos pelo menos dois vereadores. Em 2008, tivemos 23 mil votos. Se alguém tivesse conseguido 5 mil votos, teríamos emplacado um vereador”, contabilizou Hilton, em entrevista ao Bahia Notícias. Além dele, Zilmar Alverita, que tentou vaga de senadora ano passado, e Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), devem concorrer. Já Marcos Mendes, candidato a governador no último pleito, e Hamilton Assis, vice na chapa do presidenciável Plínio de Arruda Sampaio, deverão disputar as prévias internas que escolherão o representante da agremiação na peleja pelo Palácio Thomé de Souza. Quem perder, vai para a vereança.
