Diretor diz que TWB deve, mas não está em crise
Por Evilásio Júnior
O diretor de Relações Institucionais da TWB, concessionária que administra o sistema ferry boat, Jaime Rangel, em contato com o Bahia Notícias, negou que a empresa esteja prestes a naufragar por causa de débitos, como apontou o Instituto dos Auditores Fiscais (IAF). Conforme o levantamento da entidade, a companhia está quebrada financeiramente, com dívidas que somam R$ 67,4 milhões. De acordo com o gestor, que considerou o estudo do IAF uma “perversidade”, a TWB está inadimplente com o Banco do Nordeste e a Marinha Mercante, mas tem feito um trabalho “hercúleo” para sair do vermelho. Segundo Rangel, nos últimos cinco anos, foram investidos R$ 120 milhões na manutenção do sistema de travessia Salvador-Ilha de Itaparica, enquanto a obrigação contratual com o governo do Estado previa a aplicação de R$ 100 milhões em 25 anos. Ele ressalta que as embarcações antigas, como Maria Bethânia e Ipuaçu, foram reformadas e remotorizadas e que naus modernas foram adquiridas, a exemplo das balsas Ivete Sangalo e Anna Nery, com o modelo importado da Austrália. “Estamos tentando com o governador [Jaques Wagner] a aquisição de mais dois ferries desse padrão. Vamos fazer este verão com oito barcos funcionando, o que é inusitado no sistema”, admitiu. Em entrevista ao BN, o vice-governador Otto Alencar, que acumula a função de secretário de Infraestrutura, informou que acompanha o cumprimento do contrato de 25 anos entre o Estado e a TWB com o Ministério Público e estimou a prometida circulação de oito ferries para até o fim deste mês. A possibilidade de rompimento do convênio não está descartada.
