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Lino: Transalvador não tem competência para fazer blitz

Por Rafael Rodrigues

Protagonista de uma grande discussão em uma blitz da Lei Seca na madrugada de sábado (24), na Avenida Antônio Carlos Magalhães, o conselheiro Pedro Lino, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), explicou ter orientado a sua mulher a não se submeter ao teste de alcoolemia porque a operação montada pela Transalvador seria ilegal, já que os agentes municipais não estavam acompanhados de policiais militares. “Diz a Constituição que só quem pode fazer policiamento ostensivo, diga-se blitz, é a PM. Ele (o agente da Transalvador) me disse que não tinha PM, então eu disse que não tem blitz. Então, o senhor altamente despreparado me xingou”, defendeu-se o conselheiro. Segundo ele, somente após a chegada de um tenente da Polícia Militar “altamente educado” sua mulher, que dirigia o veículo, topou soprar o bafômetro. Indagado sobre a discussão que teve com o diretor de trânsito da Transalvador, Renato Araújo, Lino minimizou: “Não coloquei dedo na cara de ninguém. Não aconteceu nada entre eu e ele. Aconteceu entre eu e uma blitz”, disse. O conselheiro afirmou que denunciará a ilegalidade na realização das blitze da Lei Seca ao Ministério Público (MP-BA). “Há um despreparo total e completo de pessoas que não têm poder policia”, endossou.

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