Deputado Protógenes Queiroz defende participação de políticos em ato contra corrupção
Por David Mendes
O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) subiu nesta terça-feira (20) no palanque montado em cima de um carro de som, na Praça do Campo Grande, em Salvador, para participar do movimento “Todos contra a corrupção”, realizado simultaneamente em diversas capitais brasileiras. Apesar da garantia dos organizadores de que o ato, que reuniu pouco mais de 100 pessoas na capital baiana, não contaria com apoio de nenhum político ou partido, o parlamentar, que é baiano, defendeu a participação da classe. “O combate à corrupção, originariamente, se passa na responsabilidade de cada cidadão e de cada trabalhador, mas ele depende da participação de todos os integrantes envolvidos neste cenário político. E a classe política, embora desqualificada, desprestigiada e envolvida em muitos escândalos de corrupção, tem integrantes que têm as suas responsabilidades e são comprometidos”, garantiu, em entrevista ao Bahia Notícias. Para o ex-delegado da Polícia Federal (PF), responsável pela Operação Satiagraha que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, existem pessoas que ainda tentam, “internamente”, mudar a leitura de que “o Brasil é um poço de corrupção e de escândalos". “É difícil, porque o Estado brasileiro está impregnado de desonestidade, com pessoas comprometidas com a corrupção, mas tem gente dentro desse Estado brasileiro, seja no Judiciário, no Legislativo ou dentro do próprio Executivo, que luta contra esse sistema corrupto que está implantado na República". Para o comunista, que foi afastado da diretoria de inteligência da PF após deflagrar a Satiagraha, a união é fundamental para que o objetivo seja alcançado. “Não adianta nós termos ações isoladas de um integrante de qualquer poder da República ou de um integrante de qualquer segmento da sociedade que, isoladamente, não conseguirá esse quadro. Só com a união de todos conseguiremos e mostraremos para o Brasil que tem punição sim, que tem que ter recuperação de dinheiro público e quem roubar irá para a cadeia. Temos que acabar com esse sentimento de impunidade", protestou.
