Planserv: Vitório reitera acusações a clínicas
Por (Rafael Rodrigues)
O argumento utilizado pelo governador Jaques Wagner (PT) em defesa do projeto de lei que cria o fator moderador na utilização do Planserv (plano de saúde dos servidores estaduais) de que clínicas e beneficiários estariam fraudando consultas e procedimentos foi reiterado pelo secretário de Administração do Estado, Manoel Vitório. Em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, o gestor foi indagado sobre a existência da tal “indústria de exames”, que consistiria na corrupção no uso do plano de saúde. “Há prestadores e beneficiários (corruptos), a minoria absoluta. Tem gente internada que não é credenciada, tem clínica conveniada que cobra procedimentos e consultas que não foram realizadas. Quando é preciso cancelamos o convênio e abrimos inquérito policial”, acusou. O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço de Saúde do Estado (Sindhosba) contesta a acusação. Segundo o secretário, os esquemas não contam com a conivência de funcionários públicos. Ele defende o fator moderador, que limita em dez o número de consultas e emergências ao ano, impondo uma taxa extra de R$6 por procedimento que extrapolar a cota, como principal maneira de inibir os desvios. “Criamos a identificação biométrica (através da digital do polegar) nas clínicas, enviamos cartas para os servidores para que eles confirmem se fizeram mesmo o procedimento, mas isso não adiantou”, disse. O projeto de lei que cria o dispositivo será votado na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (31).
