Líbia: Brasil apoia democracia e condena violência
Sergey Ponomarev/Associated Press

Rebelde ergue bandeira dentro do complexo onde fica a residência de Gaddafi
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta terça-feira (23) que o Brasil apoia o anseio do povo líbio por tentar instalar no país um regime democrático, mas condena que as ações dos rebeldes civis sejam marcadas pela violência. "Onde o Brasil pode ter tido uma posição diferenciada foi com respeito à utilização da força para proteção de civis, já que havia a suspeita e o temor de que essa autorização pudesse ser usada de forma desvirtuada como pretexto para tomada de posição em uma guerra civil, e compete somente aos líbios determinar seu futuro. De fato algumas de nossas apreensões se concretizaram. É problemático associar a promoção de democracia, de direitos humanos, a iniciativas militares. Vimos quantas mortes isso provocou no Iraque, no Afeganistão, quantos inocentes pereceram. Essa é uma preocupação grande que o País tem", afirmou. Segundo chefe da pasta, o governo brasileiro reconhece estados, não regimes, portanto Patriota não disse se o Brasil apoia ou não a iniciativa rebelde de derrubar ditador Muammar Kadafi. O chanceler afirmou que, como o país é membro da Organização das Nações Unidas (ONU), vai se submeter à decisão do órgão internacional, que deve ser tomada na próxima assembleia-geral, em setembro. Ele destacou que houve uma operação na Líbia para retirar funcionários de empresas brasileiras que desejassem sair do país em conflito e tem mantido contato com representantes dos rebeldes e que não há temor pelos brasileiros que ainda estão em território líbio. "A mensagem que nos foi transmitida é de grande apreço pela contribuição que o Brasil tem dado à construção do país. Os contratos serão honrados, essa é nossa preocupação principal", alegou. Das agências.
