Júri absolve réu acusado por morte de ex-ator e DJ em destino turístico da Bahia
Por Redação
O Tribunal do Júri absolveu Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, acusado pela morte do ex-ator mirim João Rebello, ocorrida em outubro de 2024, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada por maioria dos votos nesta terça-feira (13), em Porto Seguro.
Durante o julgamento, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu a absolvição por falta de provas suficientes para atribuir o homicídio ao réu. A defesa também sustentou que Felipe não participou do crime. Os assistentes de acusação, que representam a família da vítima, defenderam a condenação por homicídio qualificado.
Após a decisão dos jurados, a juíza Michelle Menezes Quadros Patrício formalizou a absolvição e determinou a expedição do alvará de soltura.
Felipe estava preso desde janeiro do ano passado e aguardava os procedimentos para deixar o Conjunto Penal de Eunápolis. A família de João Rebello pode recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), com possibilidade de solicitar um novo julgamento.
INVESTIGAÇÃO E MORTE
Com a absolvição de Felipe, nenhum dos três homens apontados pela investigação foi condenado pelo homicídio. Anderson Nascimento Sena, conhecido como Dadá, morreu, enquanto Wallace Santos Oliveira, o WL, foi impronunciado pela Justiça e não foi levado a júri popular.
João Rebello foi morto a tiros no dia 24 de outubro de 2024, dentro de um veículo na Praça da Independência, em Trancoso. Segundo a investigação, ele teria sido confundido com outra pessoa que recebia ameaças por sua proximidade com policiais.
Ex-ator mirim da TV Globo, João participou de novelas como Cambalacho, Vamp e Deus nos Acuda. Nos últimos anos, trabalhava como DJ e produtor audiovisual. Ele era filho da atriz e diretora Maria Rebello e sobrinho do diretor Jorge Fernando.