Com obras na ponte do rio Santo Antônio, superintendente do DNIT afirma que Bahia não tem mais pontes em estado de alto risco
Por Eduarda Pinto
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia, Roberto Alcântara de Souza, afirmou que a Bahia não possui estruturas de pontes em estado de alto risco. A declaração foi dada com exclusividade ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (10). Segundo o gestor, a última ponte em cenário crítico na Bahia, a ponte sobre o rio Santo Antônio na BR-242, em Lençóis, já teve a reforma anunciada.
O DNIT é uma autarquia federal vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável por gerenciar a infraestrutura e o tráfego nas rodovias, ferrovias e hidrovias federais do Brasil. Ao BN, o gestor afirmou que na Bahia existem cerca de 500 pontes, e a maior parte possui contratos de supervisão, ou seja, o departamento se responsabiliza por garantir que obras de construção, duplicação e conservação sejam cumpridas dentro das normas pelas concessionárias.
“Nós temos supervisoras que fiscalizam os serviços de manutenção das rodovias [das concessionárias], mas também supervisionam as condições das nossas obras de arte especiais [OAEs]: as pontes. Então, periodicamente, todos os anos, essa supervisora vai até as pontes para poder levantar [as informações acerca das condições de usabilidade]”, explica.
Roberto destaca que as avaliações das pontes são divididas em cinco fases de risco estrutural, sendo que 5 indica uma estrutura excelente e 1 requer atenção crítica ou interdição. “Isso exige uma atuação mais rápida. Então, atualmente, nas nossas 500 pontes, todas elas foram monitoradas. Nenhuma delas apresenta um risco alto ou considerável de desabamento”, afirma.
Ainda segundo o superintendente, as pontes baianas têm contratos ativos do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE) do DNIT, que atua na gestão de atendimento à recuperação e conservação das OAEs por meio dos contratos de Manutenção preventiva, quando são ações de prevenção de falhas, e Reabilitação, quando é realizada a correção de danos severos.
“Nessas 500 pontes, nós temos contratos do PROARTE, onde nós, só no ano passado, fizemos manutenção em mais de 100 destas 500 pontes. Então, este ano, outras 100 pontes estão passando por serviços de manutenção, desde o mais simples, que é a recomposição de um guarda-corpo, por exemplo, a pintura, a serviços mais complexos, como nós estamos fazendo hoje, por exemplo, lá na BR-242, no rio São Francisco [Santo Antônio]”, explica o gestor.
..jpg)
Trecho da BR-242 com a ponte sobre o Rio Santo Antônio, em Lençóis. Foto: Google Maps
A reforma do trecho da BR-242 foi anunciada em 02 de junho deste ano, em evento realizado pelo Ministério dos Transportes, em Juazeiro, na região norte da Bahia. Na ocasião, foi assinada a Ordem de Serviço que contempla a manutenção de 217,5 quilômetros da BR-242, entre o distrito de Paraguaçu, no município de Rafael Jambeiro, e a cidade de Lençóis, entre os quilômetros 140,1 e 357,6.
Ao BN, ele diz que, no local, “estamos fazendo uma reconstrução de alguns pilares”.
“Então, eu diria que o cenário hoje aqui no Estado é de estabilidade, mas requer, naturalmente, essa vigilância permanente. Até porque é algo bastante sensível, especialmente depois do que o Brasil acompanhou aí nos últimos anos. Então requer bastante atenção nossa e estamos sempre atentos”, destaca o superintendente.
Ao citar o cenário nacional, é possível correlacionar a fala do gestor ao ocorrido no Acre na última semana. Um trecho da Ponte Frei Paolino Baldassari desabou na noite do dia 5 de junho, em Sena Madureira, interior do Acre. Segundo informações do Corpo de Bombeiros e do governo do Acre, quatro pessoas ficaram feridas em estado grave.