Trabalhadores do Polo Industrial de Camaçari anunciam paralisação e reivindicam reajustes salariais
Por Redação
Trabalhadores terceirizados de 11 empresas atuantes no Polo Industrial de Camaçari se reuniram nesta sexta (8) para paralisar as atividades de diferentes frentes do centro industrial. Concentrada na área de construção civil, montagem e manutenção industrial, a categoria exige um reajuste proporcional ao aumento do custo de vida na região.
Em entrevista ao CN1, parceiro do Bahia Notícias, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Camaçari e Região (SINDTICCC) afirmou que a mobilização foi aprovada após a contraproposta do patronato se distanciar demais da proposta do sindicato.
Ainda segundo o presidente Bira do Sindicato, a categoria reivindica um reajuste salarial de 12% e uma cesta básica de R$ 650. O valor oferecido pelo patronato desconsiderava a cesta básica e previa um reajuste de 3,5% que, segundo o sindicato, está da inflação acumulada no período, uma porcentagem de 3,77%.
Entre as empresas envolvidas na mobilização estão Falcão Engenharia, Engenova, Diase, Open Build, Valtec, Cepeng, Monsertec, Priner, Reflamax, RIP e NPE. As paralisações ocorrem em um momento de expansão do polo, o que gera uma demanda crescente por trabalhadores terceirizados no complexo industrial.
Não é a primeira vez que o sindicato se mostra insatisfeito com o patronato do Polo. No final de 2025, operários da mesma categoria decretaram greve em prol de melhores condições de trabalho. As manifestações foram reprimidas pela PM que, segundo os próprios manifestantes, chegaram a utilizar bombas de gás lacrimogêneo para controlar a situação.
O sindicato afirmou que continuará mobilizado enquanto a categoria patronal não aceitar um valor considerado digno para o trabalhador. Até a publicação desta matéria, empresas procuradas não se posicionaram sobre o assunto.