PF realiza operação contra abuso sexual infantil online e cumpre mandado no Oeste baiano
Por Redação
Um homem foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Angical, no Oeste baiano, nesta terça-feira (7). O fato ocorreu durante a Operação Nexus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com o objetivo de combater crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet.
A ação resultou também na quebra do sigilo de dados telemáticos. Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de relatórios encaminhados pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), que apontaram a existência de contas em plataformas digitais utilizadas para aquisição, armazenamento e disseminação de arquivos com imagens e vídeos envolvendo abuso sexual de menores.
Os dados, acrescenta a PF, indicavam atuação reiterada em diversas aplicações de internet, o que incluía redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem. As apurações identificaram ainda que o investigado operava múltiplas contas e perfis digitais, vinculados a endereços de e-mail e a uma linha telefônica específica.
Por meio desses canais, ele realizava o upload, armazenamento e compartilhamento de conteúdo ilícito, utilizando diferentes plataformas com o objetivo de dificultar sua identificação.
A PF informou que identificou mais de 500 arquivos contendo esse tipo de material. Além do armazenamento, há indícios de que parte do conteúdo era disponibilizada publicamente e compartilhada com terceiros, inclusive com referências à oferta de arquivos em aplicativos de mensagens, o que pode indicar a participação em redes de disseminação e eventual comercialização desse material.
A partir da análise de dados telemáticos, especialmente registros de acesso como endereços IP, os investigadores conseguiram identificar e georreferenciar o local de origem das atividades, vinculando as ações a um endereço na zona rural de Angical. A informação foi posteriormente confirmada por diligências policiais.
Durante as investigações, também foi constatada a presença de crianças no ambiente familiar próximo ao investigado. Com base nesses elementos, a Justiça Federal autorizou o cumprimento do mandado de busca e apreensão domiciliar, bem como o acesso a dados telemáticos.
A medida permite à PF analisar dispositivos eletrônicos, mídias digitais, contas em nuvem, aplicativos de mensagens e outros registros relacionados à investigação.