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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (17) a Operação Truth II com o objetivo de cumprir um mandado de busca e apreensão no estado de Goiás. A ação investiga a obtenção, divulgação e comercialização indevida de dados pessoais de beneficiários da Previdência Social por meio das redes sociais.
Segundo a PF, a operação é um desdobramento de apurações iniciadas anteriormente no interior da Bahia, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão e realizadas diligências para coleta de evidências digitais. Os nomes dos municípios baianos não foram informados.
Nesta fase, foram identificados suspeitos em Goiás que, de acordo com a investigação, estariam envolvidos na comercialização em larga escala de dados pessoais de beneficiários da Previdência Social, com possível alcance nacional. Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks.
Os equipamentos vão passar por perícia para identificar a forma de acesso aos dados sigilosos de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social.
Por se tratar de investigação sob segredo de Justiça, a PF informou que não divulgará detalhes adicionais sobre endereços, investigados ou outros elementos sensíveis do caso.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Santa Hermandad para cumprir oito mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre o homicídio do indígena Vítor Braga Braz e a tentativa de homicídio contra Roniele Pereira.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Os crimes ocorreram em 10 de março do ano passado, nas imediações da Aldeia Terra Vista, localizada na Terra Indígena Barra Velha, em Prado, no Extremo Sul baiano.

Vítor Braga Braz foi morto em março do ano passado / Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo a Polícia Federal (PF), os mandados foram cumpridos em Salvador e em Teixeira de Freitas, Itamaraju e Medeiros Neto, cidades do Extremo Sul.
De acordo com a corporação, as medidas têm como finalidade desarticular uma possível estrutura criminosa armada e reforçar o conjunto de provas já obtido.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um investigado foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de uso proibido. Os agentes ainda apreenderam 813 munições de calibres variados, 7 armas de fogo, celulares e 1 veículo.
Ainda segundo a PF, as informações reunidas até o momento apontam indícios da prática de crimes como homicídio consumado, tentativa de homicídio e, em tese, atuação de organização criminosa armada.
O caso está inserido em um contexto de conflitos relacionados a direitos territoriais indígenas. Por esse motivo, a investigação passou a ser conduzida no âmbito da Justiça Federal.
Desde então, diligências vêm sendo realizadas com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e reunir provas para eventual responsabilização penal.
O ex-deputado federal Uldurico Júnior foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (14). Ao todo, três mandados são cumpridos no âmbito da Operação Colligatio, que apura uma suposta prática de corrupção eleitoral, organização criminosa e outros delitos na Bahia.
A ação foi realizada a partir de informações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As ordens judiciais são cumpridas em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul, e Salvador.
De acordo com a PF, a investigação apura a existência de uma possível aliança entre um então candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas [que seria Uldurido Jr.] e líderes de facções criminosas custodiados em presídios do estado.
O objetivo seria obter vantagem eleitoral no pleito de 2024. As medidas cautelares têm como finalidade a coleta de objetos e materiais relacionados aos delitos investigados, incluindo telefones celulares, notebooks, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, além de anotações em meios físicos e digitais.
Outros itens considerados relevantes também poderão ser apreendidos para auxiliar no aprofundamento das investigações e na elucidação dos fatos, respeitando o devido processo legal.
Ainda segundo a PF, caso sejam comprovadas, as condutas investigadas podem configurar crimes como corrupção eleitoral, organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, entre outros que possam ser identificados ao longo das apurações.
A corporação informou ainda que as investigações continuam em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço do caso.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Repasse, com o objetivo de cumprir mandados judiciais relacionados a uma investigação sobre mineração ilegal de ouro em Santaluz, na região sisaleira da Bahia.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
A ação é um desdobramento das operações “Garça Dourada” (2023), “Serra Dourada” (2024) e “Lixiviação” (2024), que identificaram a atuação contínua de um grupo suspeito de extrair ouro de forma ilegal na região. Segundo a PF, os investigados teriam evoluído na prática criminosa, passando a utilizar estruturas laboratoriais para o refino de materiais oriundos de garimpos ilegais.
De acordo com as investigações, o grupo recebia rejeitos de moagens realizadas por garimpeiros e realizava a extração do ouro por meio do processo químico conhecido como lixiviação. O procedimento envolve o uso de substâncias altamente tóxicas, como o cianeto de sódio.
Ainda segundo a PF, o uso irregular de cianeto de sódio ou cianeto de potássio [produtos controlados pelo Exército] representa risco significativo à saúde humana e ao meio ambiente.
Relatórios periciais recentes apontam que os danos ambientais causados pelas atividades investigadas ultrapassam R$ 180 milhões.
Nesta fase da operação, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Santaluz. As medidas visam à apreensão e remoção de bens já identificados e previamente confiscados pela Justiça, além da eventual coleta de outros materiais de interesse para a investigação.
Os investigados foram indiciados por crimes como usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso e armazenamento irregular de substâncias tóxicas e lavagem de dinheiro.
Somadas, as penas para os crimes investigados podem chegar a 29 anos de reclusão.
Um homem foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Angical, no Oeste baiano, nesta terça-feira (7). O fato ocorreu durante a Operação Nexus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com o objetivo de combater crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet.
A ação resultou também na quebra do sigilo de dados telemáticos. Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de relatórios encaminhados pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), que apontaram a existência de contas em plataformas digitais utilizadas para aquisição, armazenamento e disseminação de arquivos com imagens e vídeos envolvendo abuso sexual de menores.
Os dados, acrescenta a PF, indicavam atuação reiterada em diversas aplicações de internet, o que incluía redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem. As apurações identificaram ainda que o investigado operava múltiplas contas e perfis digitais, vinculados a endereços de e-mail e a uma linha telefônica específica.
Por meio desses canais, ele realizava o upload, armazenamento e compartilhamento de conteúdo ilícito, utilizando diferentes plataformas com o objetivo de dificultar sua identificação.
A PF informou que identificou mais de 500 arquivos contendo esse tipo de material. Além do armazenamento, há indícios de que parte do conteúdo era disponibilizada publicamente e compartilhada com terceiros, inclusive com referências à oferta de arquivos em aplicativos de mensagens, o que pode indicar a participação em redes de disseminação e eventual comercialização desse material.
A partir da análise de dados telemáticos, especialmente registros de acesso como endereços IP, os investigadores conseguiram identificar e georreferenciar o local de origem das atividades, vinculando as ações a um endereço na zona rural de Angical. A informação foi posteriormente confirmada por diligências policiais.
Durante as investigações, também foi constatada a presença de crianças no ambiente familiar próximo ao investigado. Com base nesses elementos, a Justiça Federal autorizou o cumprimento do mandado de busca e apreensão domiciliar, bem como o acesso a dados telemáticos.
A medida permite à PF analisar dispositivos eletrônicos, mídias digitais, contas em nuvem, aplicativos de mensagens e outros registros relacionados à investigação.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, publicou uma portaria em que autoriza a entrega provisória de um imóvel da União em Ilhéus, no Litoral Sul, à Polícia Federal (PF). O objetivo é construir uma nova delegacia da corporação no município.
De acordo com o documento, o terreno conta com área de 12,6 mil metros quadrados e fica na Avenida Soares Lopes, no bairro Cidade Nova, na orla da cidade. O imóvel foi destinado à Superintendência Regional da PF, com o objetivo exclusivo de implantação da unidade policial.
A portaria estabelece que a entrega é provisória e deverá ser confirmada no prazo de até dois anos após a formalização do termo. A validação dependerá da comprovação de que o imóvel foi utilizado conforme a finalidade prevista. O ato também determina que a utilização do terreno deve ser exclusivamente para a construção da Delegacia da PF em Ilhéus, não sendo permitida nenhuma outra destinação.
Ainda segundo a normativa, a cessão não dispensa a obtenção de licenças, autorizações e alvarás para execução do projeto, devendo a PF observar a legislação vigente e as exigências de órgãos, incluindo ambientais.
A medida entrou em vigor na data da publicação, ocorrida na última quarta-feira (1°), e foi assinada pela secretária do Patrimônio da União, Carolina Gabas Struchi.
O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) usou as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).
?? Deputado se pronuncia após operação da PF sobre contratos em Serrinha
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 1, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/zurFNOM1ez
Oliveira é um dos alvos da ação que apura suspeita de fraudes na locação de veículos durante a administração do então prefeito de Serrinha, na região sisaleira, Adriano Lima (PSD), outro alvo da operação.
O legislador, que foi vice-prefeito de Santaluz, na mesma região, afirmou que foi surpreendido pelo cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado ao caso. Em vídeo, declarou não ter participação nos fatos investigados.
“Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos", afirmou em um trecho do vídeo.
O ex-prefeito de Serrinha, na região sisaleira, Adriano Lima (PSD), também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação deflagrada nesta quarta-feira (1°) pela Polícia Federal (PF). Outro político investigado é o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que tem base na mesma região e foi vice-prefeito de Santaluz entre 2017 e 2020.
A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios de verbas públicas.
De acordo com a PF, a apuração envolve irregularidades na execução de contratos de locação de veículos em Serrinha. Os fatos investigados abrangem possíveis crimes de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa, com ocorrências entre os anos de 2017 e 2024, perído que Adriano Lima governou Serrinha.
As investigações indicam que o então gestor municipal, em conjunto com servidores públicos da prefeitura, teria atuado em conluio com a empresa vencedora das licitações e outras empresas envolvidas para fraudar os processos licitatórios relacionados à locação de veículos.
Ainda segundo a PF, após a suposta fraude, o proprietário da empresa [apontado como ex-vice-prefeito de um município da região e atualmente ocupante de cargo eletivo na Assembleia Legislativa da Bahia, que seria Marcinho Oliveira] teria realizado transferências bancárias e pagamentos em espécie a servidores e gestores públicos.
Os valores, conforme a investigação, teriam origem em superfaturamento e na não execução dos serviços contratados.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e valores em espécie, que serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações e verificação de possíveis outros crimes.
Uma ação conjunta apreendeu nesta terça-feira (17) cerca de 410 quilos de cocaína em um trecho da BR-135 de São Desidério, no Extremo Oeste. A carga foi descoberta após abordagem a uma caminhonete. Três homens acabaram presos na ação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Polícia Militar (PM-BA).

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
Na abordagem, o condutor apresentou resistência inicial e, posteriormente, admitiu que transportava o entorpecente, que estava acondicionado em malotes na caçamba do veículo.
Diante de indícios de atuação coordenada, os agentes deram continuidade às diligências, que levaram à identificação e interceptação de outros dois veículos envolvidos, nos municípios de Catolândia e Baianópolis, na mesma região. Ainda de acordo com a polícia, os veículos eram utilizados como apoio logístico ao transporte da droga.
Além do entorpecente, foram apreendidos veículos, aparelhos celulares e equipamentos de comunicação via satélite. Os três suspeitos foram encaminhados, juntamente com o material apreendido, à Delegacia da Polícia Federal em Barreiras. Eles poderão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico.
Policiais cumprem na manhã desta quarta-feira (4) três mandados de busca e apreensão contra investigados em um suposto esquema de venda ilegal na reserva Terra Indígena Aldeia Velha, no Extremo Sul da Bahia. A área pertencente ao povo pataxó fica situada entre Porto Seguro, Prado e Itamaraju.
Intitulada de Operação Proteção de Território, a ação cumpre medidas cautelares na apreensão de documentos de propriedade, contratos de cessão ou venda, comprovantes de transação, materiais de engenharia, notas fiscais de insumos e registros contábeis que possam identificar financiadores e agentes envolvidos no comércio ilegal de terras indígenas.
Segundo a Polícia Federal (PF), caso fiquem comprovadas as suspeitas, as condutas caracterizam os crimes de estelionato qualificado, usurpação de terras públicas e tráfico de drogas, dentre outros que porventura sejam descobertos no decorrer das investigações.
Participam das ações agentes da Força Integrada atuante em Porto Seguro (composta pela PF, SSP/BA, Core/PCBA e Bope/PMBA), em conjunto com a Força Nacional e Polícia Militar (PM-BA). (Atualizada às 15h08 para corrigir o nome da Terra Indígena)
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Monã com o objetivo de apurar um suposto esquema de fraudes previdenciárias no Extremo Sul baiano. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Segundo a PF, pessoas que não pertencem à etnia indígena pataxó estariam recebendo indevidamente benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadoria rural e salário-maternidade, mediante a apresentação de documentos ideologicamente falsos.
O esquema investigado era informalmente denominado por alguns envolvidos como “Green Card Pataxó”. Ainda segundo a polícia, as apurações indicam que os participantes assinavam declarações falsas para obter os benefícios previdenciários, documentos que posteriormente teriam sido validados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Os beneficiários dos pagamentos irregulares, acrescenta a PF, eram obrigados a contratar empréstimos consignados, cujos valores eram posteriormente divididos entre os integrantes do esquema fraudulento. As medidas cautelares tiveram como finalidade a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova considerados essenciais para o aprofundamento das investigações, a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Durante a ação, também foram apreendidas armas e munições de calibre restrito. Todo o material recolhido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Porto Seguro, onde serão adotados os procedimentos legais cabíveis.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, entre outros delitos que eventualmente venham a ser identificados no decorrer das investigações. Participaram das ações a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, por meio da Força-Tarefa Previdenciária da Bahia, e a Força Nacional.
A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quinta-feira (18) dois mandados de busca e apreensão em Ipecaetá, no Portal do Sertão, e um em Salvador, durante a Operação Mala Fides, que investiga fraudes contra o INSS [Instituto Nacional do Seguro Social].
A ação visa desarticular um grupo suspeito de montar processos com documentação falsificada para obter benefícios previdenciários de forma ilegal.
“KIT FRAUDE”
Segundo a PF, os investigados utilizavam um esquema conhecido como “kit fraude”, composto por documentos que simulavam, de forma falsa, a condição de segurado do INSS.
Com o material fraudado, acrescenta a PF, os requerentes conseguiam solicitar benefícios previdenciários, tanto na esfera administrativa quanto por meio de ações judiciais, o que incluía aposentadoria por idade.
Ainda de acordo com a PF, as condutas apuradas se enquadram, inicialmente, no artigo 171, parágrafo 3º, do Código Penal Brasileiro, que trata de estelionato contra a Previdência Social, além de outros crimes que possam ser identificados ao longo da apuração.
As investigações seguem em andamento, e novas medidas não estão descartadas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) a Operação Blast, com foco no combate à pesca ilegal com uso de explosivos na Baía de Todos-os-Santos. São cumpridos três mandados de busca e apreensão em Salinas da Margarida, no Recôncavo baiano.
As ordens judiciais são resultados de uma investigação que apura a utilização criminosa de artefatos explosivos na pesca marítima.
Conforme a PF, as apurações indicam que os investigados faziam uso de explosivos de forma recorrente, prática que causa danos severos ao ecossistema aquático, além de representar risco à segurança de moradores, banhistas e mergulhadores.
A força das explosões também pode provocar danos estruturais a residências próximas à área costeira. Ainda segundo a PF, esse tipo de procedimento ilegal prejudica diretamente a pesca artesanal, ao interromper o ciclo de vida da fauna marinha e comprometer a sustentabilidade da atividade, que é fonte de renda para diversas comunidades tradicionais da região.
Os investigados poderão responder pelos crimes de posse ilícita de artefatos explosivos e pesca mediante uso de explosivos. Somadas, as penas previstas podem chegar a até 11 anos de reclusão, além de outras sanções previstas na legislação ambiental e penal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Mimetismo, voltada a combater um esquema de fraudes bancárias que envolvem biometria facial e digital de clientes idosos. Segundo a PF, o prejuízo causado pelo esquema ultrapassa R$ 1 milhão apenas em contas de clientes da Bahia.
Para cometer os crimes, o grupo usava pessoas jovens para se passar por correntistas centenários e acessar contas com altos valores e pouca movimentação.
A apuração identificou cerca de 20 contas fraudadas vinculadas a agências da Caixa Econômica Federal em Guanambi, Salvador, Serrinha, Eunápolis, Feira de Santana, Castro Alves, Cachoeira, Euclides da Cunha, Conceição do Coité e Itamaraju.
Ainda conforme apuração, as irregularidades foram detectadas pela Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (Cefra), após movimentações suspeitas em contas de pessoas com mais de 100 anos. Em vários casos, houve cadastramento indevido de biometria em nome das vítimas, o que permitia saques vultosos em lotéricas e depósitos em contas ligadas ao grupo.
ENVOLVIMENTO DE FUNCIONÁRIOS DA CAIXA
A PF relatou que parte dos investigados é recém-contratada da Caixa, que teriam usado o acesso privilegiado ao sistema para facilitar o cadastramento fraudulento da biometria. Esses funcionários e demais envolvidos atuavam principalmente no Pará, onde as biometrizações eram realizadas.
Nesta quinta, a PF cumpre dois mandados de suspensão do exercício de função pública, direcionados a esses empregados, além de três mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Belém e Dom Eliseu, no Pará.
Também houve bloqueio judicial de contas bancárias para descapitalizar o grupo criminoso. As ordens foram expedidas pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Paragominas, também no Pará.
O nome Mimetismo da operação faz referência à camuflagem usada por espécies na natureza, em uma analogia à estratégia dos criminosos, que assumiam identidades falsas para ocultar suas ações e dificultar a detecção das fraudes.
Os investigados devem responder por furto mediante fraude, associação criminosa e outros crimes previstos na legislação penal.
Um cacique foi preso durante as operações deflagradas na manhã desta terça-feira (9). O homem, conhecido como Cacique Brás, é alvo da Operação Sombra da Mata [uma das duas em andamento] que apura a morte de dois agricultores [pai e filho] no dia 28 de outubro passado em Itamaraju, no Extremo Sul baiano.
Na ocasião, uma propriedade rural foi invadida por pessoas que se autointitularam indígenas. Além dos dois mortos, um terceiro homem ficou gravemente ferido. No dia do crime, três suspeitos foram presos em flagrante, mas acabaram liberados depois.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), além do cacique preso, outras cinco pessoas com decreto de mandado de prisão preventiva seguem foragidas e 13 armas de fogo foram apreendidas.
OPERAÇÃO "TEKÓ PORÃ"
A segunda operação, denominada Tekó Porã, apura o ataque a tiros contra indígenas da Aldeia KAI, ocorrido no dia 1º de outubro passado, no distrito de Cumuruxatiba, em Prado.
Os indígenas estavam em uma área rural após uma ação conhecida como “retomada”. Segundo as investigações, o grupo armado teria o objetivo de expulsar os indígenas e desocupar a fazenda.
Duas vítimas ficaram feridas durante o ataque. Nesta fase, as equipes cumprem dois mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos apontados como mandante e possíveis executores.
A Polícia Federal (PF) iniciou na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Blue Hope, para apurar a disseminação de um vírus que ameaça a sobrevivência da Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii). Símbolo da caatinga, a espécie é ameaçada de extinção.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Segundo a PF, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Curaçá, no Sertão do São Francisco, e em Brasília (DF). A PF apura indícios de que empresas e pessoas físicas envolvidas no programa de reintrodução da Ararinha-Azul em Curaçá teriam descumprido protocolos sanitários obrigatórios.
A negligência teria permitido a disseminação do circovírus aviário (PBFD), doença altamente contagiosa, sem tratamento e com grande potencial de afetar outras aves da Caatinga.
Durante a investigação, também foi identificada resistência ao cumprimento de medidas emergenciais do ICMBio, como isolamento sanitário, testagens seriadas e recolhimento de aves de vida livre, procedimentos considerados essenciais para conter o avanço do patógeno.
Um criadouro de Curaçá chegou a contestar a posição do ICMBio, negando que tivesse cometido irregularidades nos procedimentos.
Cerca de 30 policiais federais participaram da ação, autorizada pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Juazeiro, também no Sertão do São Francisco baiano. As equipes buscaram aves e dispositivos eletrônicos que podem auxiliar nas investigações.
Ainda segundo a PF, os investigados poderão responder por disseminação de doença que causa dano à fauna, morte de animais silvestres e obstrução à fiscalização ambiental. Somadas, as penas podem chegar a oito anos de reclusão, além de sanções administrativas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e imigração ilegal.
As investigações foram iniciadas pela PF em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, onde três dos investigados chegaram a residir. Depois, no curso da apuração, eles se mudaram para os estados de Roraima e Paraná.
A suspeita é que o grupo movimentou cerca de R$ 9 milhões provenientes de atividades ilícitas ligadas ao ingresso irregular de estrangeiros pela fronteira norte do país e ao tráfico de drogas.
De acordo com a PF, o esquema funcionava por meio de “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para ocultar a origem dos valores e esconder a identidade dos verdadeiros beneficiários. As contas, acrescenta a PF, eram usadas para dissimular o caminho do dinheiro, o que dificultava o rastreamento e permitia a circulação de recursos milionários.
Intitulada de Operação Venezuela, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Especializada em Lavagem de Capitais da Justiça Federal em Salvador. As ações ocorreram nas cidades de Boa Vista (RR) e Curitiba (PR), onde os investigados vivem e mantêm atividades comerciais. Os envolvidos podem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi batizada de Venezuela em razão de um dos líderes do esquema criminoso ser de nacionalidade venezuelana e exercer liderança na atividade de lavagem de dinheiro, por intermédio de uma loja de câmbio situada em Boa Vista (RR). (Atualizado às 9h48)
Dois homens, de 38 e 42 anos, foram presos na noite desta quinta-feira (13) transportando 188 quilos de maconha escondidos em uma caminhonete Hilux, informou o Portal do Cerrado.
O flagrante ocorreu em um trecho da BR-135 em Riachão das Neves, no Extremo Oeste da Bahia. A ação fez parte de uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) com a Força-Tarefa Missão Redentor II e a Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
?? Dupla é presa com 188 kg de maconha em Riachão das Neves
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 14, 2025
Confira ?? pic.twitter.com/50tHXJebFo
Durante a abordagem, o motorista teria apresentado nervosismo, o que motivou uma inspeção no veículo. Na vistoria, os agentes encontraram a droga oculta dentro de caixas transportadas em uma carreta acoplada à caminhonete.
Após a confirmação, o veículo foi levado para o descarregamento da carga. Em seguida, o entorpecente foi apreendido e os suspeitos conduzidos à Delegacia da PF de Barreiras, na mesma região.
Os policiais ainda apreenderam uma motoneta e três aparelhos celulares.
Um homem foi preso nesta terça-feira (11) em Itaberaba, no Piemonte do Paraguaçu, acusado de armazenar material de abusos sexuais envolvendo crianças e adolescentes e de compartilhá-los pela internet. A ação ocorreu durante a Operação M3dlin deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Os policiais cumpriam mandados de busca e apreensão em um imóvel do investigado quando encontraram o material abusivo.
Segundo a PF, os dispositivos cibernéticos apreendidos devem passar por perícia com o fim de identificar outros suspeitos e impedir a propagação do material. O mandado foi expedido pela Justiça Federal em Feira de Santana.
Ainda segundo a PF, o suspeito vai responder pelos crimes de armazenamento e de compartilhamento de materiais que envolvem violência sexual infantojuvenil. Se condenado, as penas somadas podem alcançar dez anos de reclusão.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), as operações Mar Branco e Maiaù, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas por via marítima.
PF deflagra megaoperação contra tráfico internacional de drogas pelo mar; ações ocorrem na Bahia e em SP pic.twitter.com/9ahFVv6GeP
— BN Municípios (@BNMunicipios) November 6, 2025

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ao todo, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva em Salvador, Simões Filho, Camaçari, São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Santos (SP), Guarujá (SP), Caraguatatuba (SP), São Sebastião (SP), Sorocaba (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Segundo a PF, os alvos da operação são responsáveis pela logística e pelo financiamento de grandes carregamentos de cocaína destinados à Europa. As investigações tiveram início em abril do ano passado, após a apreensão de quase duas toneladas de cocaína escondidas em um pesqueiro ancorado no subúrbio de Salvador.
Ainda segundo a PF, o inquérito apontou a existência de uma estrutura criminosa internacional, com divisão de tarefas que incluía desde a aquisição e adaptação de embarcações até a ocultação e o envio da droga ao exterior.
Durante as diligências, os agentes também buscam bens e documentos que possam comprovar a movimentação financeira e patrimonial dos investigados.
A ação é resultado de uma investigação conjunta que contou com o apoio da Polícia Militar (PM-BA), por meio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Cipe Polo Industrial, e do STelecom, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira (4) em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul, acusado de aliciar, abusar e compartilhar imagens de pornografia infantojuvenil. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) durante a operação Anjo da Guarda em que os agentes cumpriam mandados de busca e apreensão.
Segundo a PF, foram recolhidos vídeos que estavam em posse do acusado que foi levado para a sede da PF em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Conforme a corporação, embora o termo "pornografia" ainda seja usado na legislação brasileira [Estatuto da Criança e do Adolescente] para definir "situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é se referir a crimes de "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou mesmo "violência sexual de crianças e adolescentes".
A nomenclatura, no caso, ajuda a dar dimensão da violência infligida às vítimas desses crimes.
A Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e a Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA) deflagraram, nesta quarta-feira (1º), a Operação Estado Anômico. O deputado estadual Binho Galinha, um dos alvos da operação, ainda não foi localizado e já é considerado foragido.
Durante a operação, mulher e filho do deputado foram presos preventivamente. Não somente os membros da família, mas também quatro policiais militares encarregados da proteção do parlamentar foram presos. Outro investigado, além de Binho Galinho, ainda não foi localizado e encontra-se em fuga.
O objetivo é desarticular uma organização criminosa estruturada e especializada em lavagem de capitais oriundos de atividades ilícitas, como jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação qualificada. O grupo atuava em Feira de Santana e cidades da região, além de Salvador.
De acordo com a decisão da 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva, entre eles contra o deputado estadual, e 18 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 9 milhões em contas bancárias e da suspensão de atividades econômicas de uma empresa ligada aos investigados.
As investigações apontam para a prática reiterada de crimes graves, com foco na ocultação e dissimulação de bens e valores. A ação mobilizou cerca de 100 policiais federais, além de 11 auditores-fiscais e três analistas tributários da Receita Federal.
O nome da operação faz referência ao conceito de “Estado Anômico”, termo que descreve uma condição social marcada pela ausência ou enfraquecimento das normas e valores que regulam o comportamento coletivo, gerando desorganização e incerteza.
A apuração segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e fatos conexos. Caso condenados, os investigados poderão cumprir penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de reclusão.
A Polícia Federal (PF) deflagrou duas operações na manhã desta terça-feira (23) no Norte baiano. As ações ocorrem em Juazeiro e Sobradinho. Na operação Raízes de Papel 2, os agentes combatem um grupo responsável por concessões indevidas em benefícios previdenciários, nas duas cidades baianas, além do Rio de Janeiro(RJ).

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Conforme a PF, as investigações revelaram que uma advogada, que já havia sido alvo da primeira fase da operação Raízes de Papel, se valia de um gerente do INSS para facilitar as transações internas no órgão.
Ao longo das investigações, foi constatado que os suspeitos se serviam de pagamentos indevidos a servidores públicos, bem como se utilizavam de expedientes, a fim de ocultar bens e valores, bem como promovendo a lavagem de capitais.
Nessa operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como afastamento de servidor público e uso de monitoramento eletrônico da advogada. A defensora também teve o passaporte retido e está proibida de se ausentar do país, de entrar em agências do INSS e de atuar em causas previdenciárias. Também foram apreendidos 5 veículos; 4 celulares; R$ 15,7 mil; 1 notebook; e 2 HDs externos.
OPERAÇÃO RADÍCULA
No âmbito da Raízes de Papel, a PF deflagrou também nesta terça a Operação Radícula. A ação resultou na prisão preventiva de um homem em Sobradinho, por acusação de abuso sexual infantil contra uma criança da convivência do acusado.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ainda segundo a corporação, na análise do material apreendido na operação Raízes de Papel, os agentes encontraram vasto material de abuso sexual infantil, além de conversas em que o homem preso tentava aliciar menores por meio de aplicativos de jogos.
A PF também declarou que após ganhar a confiança da criança, o acusado conseguia algum tipo de relação ou obtinha imagens íntimas da vítima.
A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira (20) dois mandados de busca e apreensão em Cruz das Almas, no Recôncavo. A operação, denominada de Truth, combate um grupo criminoso suspeito de vender dados sigilosos de beneficiários da Previdência Social por meio de sites na internet.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Segundo a PF, as investigações começaram há cerca de dez meses, após a identificação de um grupo na Bahia que vendia cadastros e informações pessoais de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de páginas na internet.
O foco principal eram benefícios negados, cujos dados – como CPF, número de benefícios e informações pessoais – eram repassados a advogados interessados em recorrer das decisões ou propor ações judiciais.
Além dos advogados, as listas também eram comercializadas para empresas de crédito, especialmente as que oferecem empréstimos consignados, que usavam os dados para abordar segurados com benefícios ativos. Ainda conforme a investigação, os suspeitos publicavam vídeos na internet, ensinando formas de falsificar documentos e orientando sobre possíveis fraudes contra a Previdência Social.
No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam documentos e dispositivos eletrônicos, que vão passar por perícia. A ação conta com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social.
Ainda segundo a PF, o crime de divulgação de dados sigilosos ou reservados da Administração Pública prevê pena de até quatro anos de detenção.
O nome da operação se refere ao título da homepage usada para execução das condutas investigadas, que atualmente já está desativada, informou também a PF.
Cerca de 200 mil pés de maconha foram destruídos na zona rural de Curaçá, no Sertão do São Francisco, nesta sexta-feira (8). A ação ocorreu durante a Operação Nordeste Integrado, feita em conjunto entre a Polícia Militar (PM-BA) e a Polícia Federal (PF).

Foto: Divulgação / PM-BA
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o plantio ilegal foi identificado por meio de ações de inteligência e uso de tecnologia. Os agentes também atuam para identificar e prender os responsáveis pelo cultivo.
Em 24 horas de operação, as forças de segurança cumpriram nove mandados de prisão, realizaram uma prisão em flagrante, apreenderam um adolescente, além de localizar armas de fogo e munições.
Conforme o subsecretário da SSP-BA, Marcel de Oliveira, que acompanha as ações em Juazeiro, o resultado reforça a importância da integração policial. “De forma inédita, os estados nordestinos mostram a importância da união de esforços. Seguiremos integrados combatendo o crime organizado”, disse.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (5) uma operação de combate ao abuso sexual infantojuvenil em Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. Durante a operação, intitulada de Kori, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um suspeito, que não teve a identidade informada.
Os agentes coletaram equipamentos eletrônicos, como computadores e celulares de uso pessoal do investigado. Segundo a PF, a apuração foi iniciada com base em relatórios enviados por organizações, que monitoram o tráfego de conteúdo ilegal nas redes sociais.
A partir do trabalho se verificou indícios de que o suspeito armazenava arquivos com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, o que configura, em tese, o crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O material apreendido será levado para análise e catalogação, com o intuito de subsidiar a investigação em curso e, eventualmente, identificar outros envolvidos. O nome da operação [Kori] faz referência a uma divindade (orixá) africana ligada à juventude e à proteção das crianças.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (31) a segunda fase da Operação Convictus. Ao todo são cumpridos 8 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão contra uma organização criminosa envolvida em tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. Os mandados são cumpridos na capital baiana e na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
A atuação de um narcotraficante que se desvinculou de uma facção criminosa para atuar de forma independente, negociando com outras facções, foi o fio por onde as investigações tiveram início.
Segundo a PF, a organização adquiria grande quantidade de substâncias como maconha tipo skunk, cocaína, crack, ecstasy, lança-perfume, tetracaína e cafeína, distribuídas principalmente em Salvador e na RMS. Também foram identificadas negociações para a compra de armas de fogo de grosso calibre, incluindo pistolas, fuzis e metralhadoras com munições antiaéreas.

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
A investigação ainda revelou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, com o uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, veículos de luxo e lojas de automóveis utilizadas para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas. As movimentações financeiras identificadas ultrapassam R$ 5 milhões.
Além dos mandados de prisão e busca, a operação também cumpre sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias vinculadas a 69 CPFs e CNPJs; e bloqueio de veículos registrados em nome dos investigados, via sistema Renajud.
Além da PF, a Convictus conta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e com a Polícia Militar (PM-BA).
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (9), uma operação para apurar fraudes relacionadas à concessão de licenças de táxi em Serra Preta, na Bacia do Jacuípe. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de um bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Conforme a PF, as investigações apontam que permissões de táxi estavam sendo emitidas em nome de pessoas que não exerciam a atividade, para obter isenções fiscais indevidas, especialmente para aquisição de veículos novos.
Conforme o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, sé em 2023, a prefeitura de Serra Preta tinha 100 permissões de táxi ativas.
No entanto, o município tinha uma população estimada de 18 mil habitantes, o que indicava uma desproporcionalidade nas concessões concedidas, já que a média brasileira é de 1 taxista para cada mil habitantes.
O material apreendido será analisado e poderá subsidiar novas fases da investigação. Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal, entre outros.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (30) uma operação contra fraudes na concessão de benefícios previdenciários, no caso o auxílio-maternidade rural.
Denominada de “Raízes”, a operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Juazeiro e Sobradinho, no Sertão do São Francisco.
Entre os alvos estão dois escritórios de advocacia acusados de promover arrendamentos fraudulentos de glebas rurais, a fim de justificar o pedido junto à Justiça Federal.
No cumprimento dos mandados de busca e apreensão e sequestro de bens na Operação Virulência, a Polícia Federal (PF) apreendeu 60 mil euros [R$ 391,3 mil]; além de três relógios; uma obra de arte e cinco veículos (Porche Taycan, um Porsche Macan, uma Land Rover Defender, uma Range Rover Sport e um Corolla).
A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (7) e cumpriu mandados em Camaçari e Salvador. Um dos locais visitados pela PF foi o imóvel do empresário Manolo Cal. Conforme a PF, os casos estariam relacionados a supostas fraudes em dispensas de licitação em ações para o enfrentamento à Covid-19 em Camaçari, em 2020, no início da pandemia.
Os serviços serviram para a reforma de unidade de saúde com implantação de Hospital de Campanha e à contratação de profissionais de saúde. Na licitação, diz a PF, duas entidades fizeram propostas fraudulentas e uma terceira foi contratada para a execução tanto dos serviços de reforma, quanto da execução dos serviços médico-hospitalares.
No entanto, tanto as reformas quanto a prestação de serviços foram feitas por meio de empresas terceirizadas. A execução dos serviços gerou desembolsos em favor da entidade vencedora, no montante que supera R$ 5,6 milhões, sendo que foi apurado superfaturamento na ordem de R$ 1,4 milhão, em 2020, equivalente a 26% do total contratado e pago.
Os investigados podem responder pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e organização criminosa.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (7) a Operação Virulência. A ação apura suspeita de fraudes e desvio de recursos públicos mediante dispensa de licitação pela prefeitura de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Ao todo, sete mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens (quase R$ 2,1 milhões) são cumpridos em Camaçari (1) e Salvador (6). Um dos mandados teria sido cumprido no imóvel do empresário Manolo Cal. A Justiça Federal de Salvador autorizou as medidas.
Conforme a PF, os casos estariam relacionados à reforma de unidade de saúde com implantação de Hospital de Campanha e à contratação de profissionais de saúde, além de fornecimento de insumos médicos para o enfrentamento da Covid-19, no ano de 2020, início da pandemia.
Ainda segundo a polícia, as evidências indicam que na dispensa de licitação foram utilizadas propostas fraudulentas em nome de duas entidades, sendo favorecida uma terceira, contratada para a execução tanto dos serviços de reforma, quanto da execução dos serviços médico-hospitalares.
No entanto, tanto as reformas quanto a prestação de serviços foram feitas por meio de empresas terceirizadas. A execução dos serviços gerou desembolsos em favor da entidade vencedora, no montante que supera R$ 5,6 milhões, sendo que foi apurado superfaturamento na ordem de R$ 1,4 milhão, em 2020, equivalente a 26% do total contratado e pago.
Os investigados podem responder pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e organização criminosa. (Atualizado às 11h31)
A Polícia Federal (PF) erradicou neste ano em torno de 132 mil pés de maconha e destruiu oito roças da droga nas cidades de Abaré, Umburanas, Filadélfia, Campo Formoso e Curaçá, na Bahia; além de Dom Inocêncio (PI). Durante o período, três pessoas foram presas em flagrante.
PF erradica 132 mil pés de maconha neste ano no Norte da Bahia; ações foram feitas em Abaré, Umburanas, Filadélfia, Campo Formoso e Curaçá; além de Dom Inocêncio (PI) pic.twitter.com/6kZBGIKbz2
— BN Municípios (@BNMunicipios) April 17, 2025
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17), último dia da Operação Carcará 2, na região Norte da Bahia, iniciada no dia 8 de abril. A ação, que reduzir a produção e oferta de maconha na região, conta com apoio aéreo e das forças policiais do Graer, Cipe Caatinga e 9º BBM.
A corporação informou que o ciclo produtivo da cannabis [nome científico da maconha] é monitorado pelos policiais federais e novas ações são realizadas nos períodos próximos à colheita, coibindo, assim, a finalização do cultivo.
A persistência das ações de erradicação de plantios de maconha tem como efeito direto a diminuição da oferta da maconha no mercado consumidor.
Policiais federais deflagraram uma operação nesta quarta-feira (9) em Santa Rita de Cássia, na Bacia do Rio Grande, Oeste baiano. São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares diversas de prisão no âmbito da Operação Esplanada.
Segundo a Polícia Federal (PF), os envolvidos são investigados por delitos ambientais, invasão de terras e ameaças contra os assentados do Projeto de Assentamento Reunidas Esplanada, na zona rural do município. Os mesmos são suspeitos de invadir e desmatar ilegalmente áreas de reserva legal, furtar bens e ameaçar a integridade física dos moradores do assentamento.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas, equipamentos eletrônicos e outros elementos utilizados na prática dos delitos. A PF informou que as duas medidas cautelares diversas da prisão têm objetivo de garantir a preservação das provas e evitar a continuidade dos ilícitos enquanto perdurar o inquérito.
Durante a operação, os investigados serão interrogados e as diligências continuarão a fim de identificar eventuais colaboradores e ampliar o conjunto probatório contra os responsáveis.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (27) uma operação de combate a desvios de recursos públicos e fraudes em licitações em Gongogi, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano.
Os casos teriam ocorrido na contratação de transporte escolar e obras de infraestrutura entre 2021 e 2024, durante primeiro mandato do prefeito, que foi reeleito, Adriano Mendonça (Avante). A operação foi denominada de Jogo Sujo.
Segundo a PF, as diligências realizadas apontam que as licitações teriam sido fraudados (direcionados) para beneficiar duas empresas de Gongogi, que juntas receberam mais de R$ 7 milhões no período investigado.
Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta visam a coleta de documentos (processos licitatórios, pagamentos) e mídias (celulares, computadores) para aprofundamento da investigação em relação à participação dos envolvidos e à (in)execução dos serviços pagos pela prefeitura.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Itabuna. A PF disse ainda que esta é a segunda investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus, no Sul, envolvendo contratos da prefeitura de Gongogi.
A Polícia Federal (PF) cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (25) em Santaluz, na região sisaleira. A Operação Olhos D`ouro combate a mineração ilegal de ouro. Segundo a PF, os mandados foram cumpridos em uma residência, um galpão comercial e uma propriedade na zona rural do município.
Na fazenda, informou a PF, os investigados retiram ouro através do rejeito, procedimento de lixiviação, realizado com uso de grande quantidade de Cianeto de Sódio. Ainda segundo a polícia, a utilização ilícita de Cianeto de Potássio ou Cianeto de Sódio, substâncias altamente tóxicas e cuja compra e uso são controlados pelo Ministério do Exército, pode causar grande impacto para a saúde humana e para o meio ambiente local.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Cerca de 20 policiais federais atuam na operação cujos mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.
Os investigados podem responder pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais e uso/armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva. Somadas, as penas podem chegar a 19 anos de reclusão.
Policiais federais cumprem na manhã desta quarta-feira (19) três mandados de busca e apreensão em Feira de Santana e Rio Branco, no Acre. A operação, denominada Dracma, visa combater uma associação criminosa voltada ao comércio e distribuição de notas falsas mediante uso dos Correios.
Segundo a Polícia Federal (PF), a operação é um desdobramento de inquéritos instaurados pela Delegacia da PF de Vitória da Conquista. As investigações demonstraram que a associação criminosa usam as redes sociais para oferecer e distribuir notas para diversos locais do país.
Além do crime de associação criminosa, a Operação Dracma apura o delito de moeda falsa. Em caso de condenação, os investigados podem ser punidos em até 15 anos de prisão.
Uma operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (12) em Salvador, Simões Filho e em América Dourada, na região e Irecê, Centro Norte baiano. Segundo a Polícia Federal (PF), ao todo são cumpridos sete mandados de busca e apreensão na capital baiana, um em Simões Filho e outro em América Dourada.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Em Salvador, as ações ocorrem em um condomínio de luxo na Paralela. A operação, denominada Metafanismo, apura o desvio de máquinas e implementos agrícolas do pátio da Coordenação Estadual do Dnocs na Bahia (CEST-BA), no período de 2019 a 2021.
Até o momento, as evidências indicam a existência de um esquema envolvendo servidores do órgão e particulares, mediante o qual máquinas e implementos, que deveriam ser entregues para associações ligadas à agricultura familiar, eram vendidas ou desviadas para terceiros, o que configura, em tese, o crime de peculato.
Ainda conforme a PF, para viabilizar o esquema, o grupo investigado se valia da montagem de um processo administrativo onde justificava a saída de cada equipamento do pátio do Dnocs e lançava a indicação do nome de uma associação de produtores rurais/agricultura familiar como recebedora dos itens.
Ocorre que as investigações revelaram que os documentos em nome de tais associações eram forjados – sem o conhecimento dos representantes das associações – e que os equipamentos eram desviados em favor de terceiros totalmente estranhos aos quadros associativos.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Salvador. Em torno de 35 policiais federais participam das ações. Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Um homem foi preso em uma ação que erradicou de quase 5,6 mil pés de maconha em Umburanas, no Piemonte da Diamantina, nesta quinta-feira (6). Segundo a Polícia Federal (PF), as ações foram feitas em conjunto com a CIPE-Caatinga/PMBA, no âmbito da Operação Carcará II. Levantamentos feitos pelas polícias Federal e Militar descobriram a plantação que ocupava uma área de 3,1 mil metros quadrados.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ainda segundo a PRF, o ciclo produtivo da cannabis [maconha] é monitorado pelos policiais federais e novas ações são realizadas nos períodos próximos à colheita, coibindo, assim, a finalização do cultivo.
A PF reforçou que a persistência da erradicação de plantios de maconha tem como efeito direto a diminuição da oferta de maconha no mercado consumidor.
O fato também contribue para o desabastecimento dos pontos de venda de droga no Nordeste do país, evitando assim a escalada da violência como roubos, furtos, homicídios, latrocínios, guerra pelo domínio dos territórios de drogas, dentre outros crimes violentos.
Policiais federais cumprem oito mandados de busca e a apreensão na manhã desta terça-feira (17) em Ilhéus e Itabuna, no Sul do Estado. A ação faz parte da Operação Espelho Fumegante, que tem como objetivo reprimir o contrabando de cigarros eletrônicos nos dois municípios.
PF deflagra operação contra contrabando de cigarros eletrônicos em Ilhéus e Itabuna pic.twitter.com/RoneAwwwzb
— BN Municípios (@BNMunicipios) December 17, 2024
Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações, que começaram no ano passado, identificaram indícios do comércio de cigarros eletrônicos, praticado em estabelecimentos comerciais abertos ao público em geral e por pessoas físicas, com atendimento delivery.
Os cigarros eletrônicos são dispositivos que têm importação, venda e propaganda proibidas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. Ainda segundo a PF, os investigados podem responder pelo crime de contrabando, consistente na importação, armazenamento e comercialização de mercadoria proibida, com pena de reclusão de dois a cinco anos.
Os mandados foram autorizados pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Itabuna. Espelho Fumegante, nome da operação, faz alusão a Tezcatlipoca, deus asteca do céu noturno, da lua e das estrelas, senhor do fogo e da morte.
A coordenadora de obras de infraestrutura em Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, foi alvo de um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Overclean. Kaliane Lomanto Bastos está entre os 17 acusados que tiveram as prisões expedidas pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal de Salvador. Ela também foi afastada das funções.
O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil de Jequié que colabora nas ações. Kaliane foi levada para a sede da 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) onde segue à disposição da Justiça.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) na Bahia, Kaliane Lomanto Bastos, que é engenheira, teria recebido a título de propina, e por contas de terceiros, o montante de R$ 48,7 mil, de Alex Parente e Fábio Parente, considerados líderes do esquema e sócios da empresa Allpha Pavimentações e Serviços de Construções LTDA.
A soma, acrescenta o MPF, serviria para a coordenadora liberar pagamentos retidos em contratos públicos firmados entre a Allpha e a prefeitura de Jequié. Ainda segundo o MPF, os diálogos entre Kaliane Alex Parente demonstraram a negociação de propina. Em um dos momentos, a engenheira cobrava a necessidade de receber a parte dela para continuar liberando notas, “reiterando que já tem três meses de pagamentos pendentes para ela”, diz trecho da denúncia.
Um dos interlocutores entre a Allpha e a coordenadora de obras em Jequié foi identificado como Anderson Gomes dos Reis, funcionário da empresa e considerado homem de confiança de Alex Parente. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
A Overclean investiga um esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O cumprimento dos mandados em Jequié é acompanhado pelo Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.
Segundo a Polícia Federal (PF), a organização criminosa teria movimentado em torno de R$ 1,4 bilhão, incluindo R$ 825 milhões em contratos firmados com órgãos públicos apenas neste ano. Foi determinado o sequestro de R$ 162,4 milhões referentes ao valor obtido pela organização criminosa por meio dos crimes investigados, aeronaves, imóveis de alto padrão, barcos e veículos de luxo.
Um dos 17 alvos de mandado de prisão preventiva da Operação Overcleam, deflagrada nesta terça-feira (10), foi preso em Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru. Trata-se de Francisquinho Nascimento (União), vereador reeleito do município e primo do deputado federal Elmar Nascimento (União).
Segundo o UOL, Francisquinho Nascimento também foi secretário-executivo da prefeitura, comandada pelo irmão de Elmar, Elmo Nascimento (União), que foi reeleito neste ano. Além de Campo Formoso, o cumprimento dos mandados ocorrem em Salvador, Lauro de Freitas, Mata de São João [ambas na Região Metropolitana], Jequié e Itapetinga, no Sudoeste; e Wagner, na Chapada Diamantina. A operação ainda ocorre em São Paulo (SP), Goiânia (GO) e Palmas (TO).
Conforme a Polícia Federal (PF), apenas neste ano, a organização criminosa é acusada de operar um esquema de desvio de emendas parlamentares via Departamento de Obras contra a Seca (DENOCS) na Bahia. Neste ano, o grupo é suspeito de movimentar em torno de R$ 1,4 bilhão, incluindo R$ 825 milhões em contratos firmados com órgãos públicos.
A Overcleam ainda cumpre 43 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 162,4 milhões, soma que seria oriunda dos crimes investigados, o que inclui aeronaves, imóveis de alto padrão, barcos e veículos de luxo.
Em Salvador, policiais foram vistos na Mansão Adelaide, na região do Comércio. Oito servidores do órgão investigado foram afastados das funções.
Até por volta das 9h20 desta terça-feira (10), 15 dos 17 alvos de prisão preventiva no âmbito da Operação Overcleam foram presos. A ação, deflagrada nas primeiras horas da manhã, visa desbaratar um esquema de desvios de recursos mediante emendas parlamentares via Departamento de Obras contra a Seca (DENOCS) na Bahia.
Além de Salvador, as ações ocorrem em Lauro de Freitas e Mata de São João, na Região Metropolitana (RMS), Jequié e Itapetinga, no Sudoeste; Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru; e Wagner, na Chapada Diamantina. A operação ainda ocorre em São Paulo (SP), Goiânia (GO) e Palmas (TO).
Segundo a Polícia Federal (PF), apenas neste ano, a organização criminosa teria movimentado em torno de R$ 1,4 bilhão, incluindo R$ 825 milhões em contratos firmados com órgãos públicos.
Além dos 43 mandados de busca e apreensão, os agentes cumprem o bloqueio de R$ 162,4 milhões, soma que seria oriunda dos crimes investigados, o que inclui aeronaves, imóveis de alto padrão, barcos e veículos de luxo. Em Salvador, policiais foram vistos na Mansão Adelaide, na região do Comércio.
Oito servidores do órgão investigado foram afastados das funções.
Onze mandados de busca e apreensão são cumpridos pela Polícia Federal (PF) nas cidades de Santa Luzia, Itororó, Vitória da Conquista e Salvador na manhã desta quinta-feira (28). Agentes foram vistos na prefeitura e na casa do gestor de Santa Luzia, Fernando Brito (Avante), conforme informou o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias.
Os mandados são cumpridos na segunda fase da Operação Anóxia. A ação combate crimes de fraude à licitação e de desvios de recursos públicos relativos à contratação de empresa especializada na terceirização de mão de obra para atender às demandas da prefeitura de Santa Luzia.
A apuração teve início em 2020 quando a empresa investigada operava o contrato de terceirização de mão de obra de profissionais da saúde em Ilhéus, também no Sul.
Na época, foram identificados indícios de direcionamento da dispensa de licitação em favor da empresa, superfaturamento dos serviços contratados e desvio de recursos públicos em contrato com verbas federais destinadas ao enfrentamento da Covid-19 em Ilhéus.
Com a deflagração da operação em 2020 e a apreensão de elementos de prova, descobriu-se que a empresa investigada operava o mesmo esquema de desvio em outros municípios do interior da Bahia, como Santa Luzia.
Segundo a PF, no contrato em Santa Luzia, que se iniciou em 2021, a empresa investigada recebeu mais de R$ 7 milhões do Fundo Municipal de Saúde, tendo sido apurado, preliminarmente, um superfaturamento de mais de 34% dos valores recebidos.
A PF ainda constatou indícios de outros crimes, como não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária, pelo não repasse ao INSS das contribuições descontadas dos contratados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (22) uma operação contra acusados de operar um garimpo ilegal de ouro em Santaluz, na região sisaleira.
Denominada de Despesca, a operação é um desdobramento da Operação Insistência, deflagrada em dezembro do ano passado contra um conglomerado de garimpos situados em uma fazenda, no povoado de Serra Branca, bem como no endereço residencial do atual proprietário.
Segundo a PF, a exploração ilícita de ouro na referida fazenda ocorre pelo menos desde 2009. O irmão proprietário da fazenda também já foi alvo de uma ação penal. Nesta fase da investigação, a PF cumpre mandados de busca e apreensão em sítios, situados na redondeza dos garimpos.
Nesses locais, diz a PF, os acusados usam uma técnica hidrometalúrgica para extração de ouro do “rejeito” de minério. O ouro é extraído do “rejeito” através da lixiviação, com uso de grande quantidade de cianeto de sódio.
A PF adverte que a utilização ilícita do produto (altamente tóxico) e cuja compra e uso são controlados pelo Ministério do Exército pode causar grande impacto para a saúde humana e para o meio ambiente local. Cerca de 40 policiais federais participam das ações desta sexta. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.
Os investigados irão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais e uso/armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva. Somadas, as penas podem chegar a 19 anos de reclusão.
Policiais federais e militares incineraram quase oito toneladas de pó de “mimosa hostilis”, conhecida como “jurema negra”, nesta quarta-feira (6). Segundo a Polícia Federal (PF), a droga foi apreendida no âmbito da Operação Roots, deflagrada no dia 10 de outubro em Conceição do Coité, na região sisaleira, além da cidade de Navegantes, em Santa Catarina.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Na ocasião, duas pessoas, de uma mesma família, foram presas acusadas de tráfico internacional da jurema negra. O pó, produzido na trituração da casca da planta, contém dimetiltriptamina (DMT), uma substância psicodélica e alucinógena, também conhecido como “molécula de espírito”, sendo o princípio ativo da mistura do ayahuasca, usada nos rituais do Santo Daime.
As quase oito toneladas da substância foram levadas em dois caminhões para serem incineradas, após autorização da Justiça Federal em Feira de Santana. Colaboraram na ação a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental - COPPA/PM/BA.
O homem preso pela Polícia Federal (PF) em Trancoso, um dos destinos turísticos de Porto Seguro, era conhecido por ser pescador. O homem, apontado como Augusto Guerra Bandeira, é acusado de tráfico internacional de drogas e foi detido nesta quinta-feira (31) por descumprir medidas impostas à prisão domiciliar.
Ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, empresários do setor afirmaram desconhecer o suspeito no mercado. O homem também é conhecido por construir bangalôs de alto padrão na localidade, alugados em plataformas na internet. O nome do hotel citado na operação da PF não foi informado.
Segundo a investigação, o acusado preso nesta quinta seria proprietário de um hotel de luxo em Trancoso cuja aquisição, assim como de outros bens, seria fruto de atividades de tráfico internacional de drogas.
Em fevereiro de 2021, ele foi preso, com outros quatro suspeitos, em um veleiro que levaria mais de duas toneladas de cocaína para a Europa. Ainda segundo o site, Bandeira seria morador de um bairro periférico de Porto Seguro antes de ser preso em 2021.
Dono de hotel de luxo em Trancoso é preso pela PF em operação contra tráfico internacional de drogas
Um proprietário de um hotel de luxo em Trancoso, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (31). O homem, que seria identificado como Augusto Guerra, era considerado foragido da Justiça após descumprimento da prisão domiciliar.
Segundo a PF, ele chegou a ser preso em 2021 a bordo de um veleiro que levaria quase duas toneladas de cocaína para a Europa. O foragido estava com um mandado de prisão em aberto devido ao descumprimento das medidas impostas de prisão domiciliar, o que levou a Justiça a expedir um novo mandado.
A PF aponta que todas as propriedades do acusado são oriundas de dinheiro proveniente de tráfico de entorpecentes.
Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (24) cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Gongogi, Itabuna, Ipiaú e Ibicaraí, no Sudoeste e Sul do estado. Intitulada de Pacto Infame, a operação apura suspeita de desvios de recursos públicos, fraudes licitatórias e associação criminosa envolvendo contratos na área de engenharia civil da prefeitura de Gongogi.
Segundo a PF, diversas licitações teriam sido fraudadas e direcionadas para beneficiar uma empresa de Gongogi, que celebrou quase 20 contratos e recebeu mais de R$ 7 milhões de pagamentos da prefeitura da cidade nos últimos quatro anos. As evidências apontam que o esquema ocorria desde 2017, com atuação também em outras cidades baianas.
A PF informou que nesta etapa, o objetivo é coletar provas para robustecer a investigação, bem como identificar novos crimes e envolvidos. Em caso de informações que sirvam à investigação, a PF disponibiliza para qualquer pessoa o WhatsApp 71-99258-0158.
Um dos mandados de prisão cumpridos na manhã desta quinta-feira (10) na Operação Roots ocorreu em Conceição do Coité, na região sisaleira. A outra pessoa presa foi localizada em Navegantes, no interior de Santa Catarina. Os alvos fariam parte de um mesmo grupo familiar. Outros nove mandados de busca foram cumpridos, além de sequestros de bens e de ativos financeiros.
A operação apura o tráfico internacional da DMT (dimetiltriptamina), droga que provoca efeitos psicodélicos, pertencente ao grupo das triptaminas, princípio ativo da mistura da ayahuasca, bebida usada nos rituais do Santo Daime e do vinho de Jurema. A PF informou que a DMT era enviada a diversos países por meio de containers em navios e pelos Correios.
Durante as investigações, foi identificado que uma exportadora no Brasil tinha negociado a venda de mimosa hostilis para o Chile, produto controlado naquele país, como se fosse o extrato da raiz de mimosa acácia, esta última permitida.
Também conhecida como Jurema preta, a mimosa hostilis ou tenuiflora costuma ser encontrada no semiárido brasileiro. Em suas raízes são encontrados os teores de DMT.
Além do Chile, o grupo familiar é suspeito de enviar a droga para outros países, como Bulgária, Canadá e Argentina.
Policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão em Caraíbas, no Sudoeste baiano, em uma operação contra a compra de votos. Dois dos alvos seriam funcionários da prefeitura da cidade. As ações são realizadas na manhã desta sexta-feira (4).
Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação teve início com uma denúncia envaida ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Conforme a acusação, que inclui áudios, uma suposta servidora pública da prefeitura de Caraíbas oferece R$ 800 a um eleitor para que ele votasse em certo candidato a prefeito.
Ela também prometia, caso o candidato vencesse as eleições, um emprego para o eleitor. Ainda segundo a “Operação Compra de Voto”, nos áudios é possível ouvir que o acordo previa o pagamento ao eleitor em duas parcelas de R$ 400.
A suposta servidora da prefeitura ainda diz que, caso o eleitor soubesse de outras pessoas interessadas, também poderia indicar a ela. Os interlocutores comentam também sobre o fornecimento de combustível e pagamento de passagens para que eleitores residentes em outras cidades se dirijam até Caraíbas para votar.
Em Caraíbas dois candidatos disputam a prefeitura: Clóvis Meira (PSD), apoiado pelo prefeito em segundo mandato Jones Coelho (PSD); e Renato Lima dos Santos, o Renatinho (PP)
Ainda segundo a PF, há indícios do envolvimento de outro servidor da prefeitura, em desfavor de quem foi cumprido um dos mandados de busca, que supostamente também estaria negociando com eleitores os valores para compra dos votos.
A PF informou que as condutas investigadas são crimes de compra de votos, que prevê pena de até quatro anos de reclusão e pagamento de multa; e captação ilícita de sufrágio, com pena de multa e de cassação do registro ou do diploma.
O material apreendido será analisado e a investigação segue em curso para apurar se há outros agentes nos fatos delituosos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.