Bispo Zadoque confessa participação na morte de Sara Freitas e aponta marido como mandante
Por Redação
O primeiro dia do júri popular sobre o assassinato da cantora gospel Sara Freitas, realizado nesta terça-feira (24), foi marcado pela confissão de um dos principais réus. Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como "Bispo Zadoque", admitiu sua participação no crime, detalhou a execução e apontou Ederlan Mariano, marido da vítima, como o mandante intelectual.
De acordo com o advogado da família da vítima, Rogério Matos, o depoimento de Zadoque reforça a tese de que o crime e a ocultação do cadáver foram planejados por Ederlan. As informações são do portal Aratu On.
O julgamento, que ocorre no Fórum de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, entra nesta quarta-feira (25) na fase de debates entre o Ministério Público e a defesa, etapa que antecede o veredito dos jurados.
RELEMBRE O CASO
Sara Freitas, que possuía grande alcance nas redes sociais, desapareceu em 24 de outubro de 2023. Seu corpo foi localizado três dias depois às margens da rodovia BA-093, parcialmente carbonizado. Na época, Ederlan Mariano chegou a utilizar as redes sociais para simular desespero pelo desaparecimento da esposa, mas acabou confessando o crime e sendo preso em 28 de outubro.
As investigações da Polícia Civil indicaram que a motivação estava ligada a problemas no relacionamento do casal. Além de Ederlan e Zadoque, outros homens foram indiciados por homicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.
Segundo os autos do processo, os executores receberam o valor de R$ 2 mil pelo crime, quantia que foi dividida entre os envolvidos.
-
Bispo Zadoque: Ficou com a maior parte (R$ 900).
-
Gideão Duarte Lima: Motorista por aplicativo que transportou a vítima, já foi julgado e condenado a 20 anos e 4 meses de prisão.
-
Outros envolvidos: Victor e Davi Oliveira também são citados na investigação por participação direta ou omissão mediante pagamento.
Nesta fase final do julgamento, os jurados deverão decidir a sentença de Ederlan Mariano e dos demais réus que ainda aguardam definição. O caso gerou forte comoção pública pela brutalidade e pela tentativa de ocultação dos fatos por parte do marido da vítima.