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Políticas avançaram, mas são incipientes no combate à intolerância, avalia cientista social

Por Bruno Leite

Foto: Priscila Melo/ Bahia Notícias

No último 21 de novembro, um relatório contendo dados de uma análise de cinco meses no campo da segurança pública em cinco estados da federação foi divulgado. Concebido com a participação de uma rede de observatórios, o documento, intitulado como "Retratos da Violência: cinco meses de monitoramento, análises e descobertas" contou com a colaboração de ativistas e pesquisadores da área, uma delas é Luciene Santana, nossa entrevistada.

 

Integrante da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (INNPD), cientista social e mestranda do Programa de Estudos Étnicos e Africanos (PósAfro) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Luciene foi empossada, um dia antes da entrevista, como membro do Conselho Estadual de Proteção dos Direitos Humanos (CEPDH).

 

Os dados revelados pelo relatório do qual participou elencam, além dos dados oficiais de cada estado (como homicídios e roubos), informações sobre fatos violentos que não integram as estatísticas ou não chegam à polícia, dentre eles o racismo, a intolerância religiosa, abusos policiais e a homofobia. A rede se atenta para 16 indicadores que se relacionam aos dados invisibilizados.

 

A ideia, segundo Luciene, não é contestar os dados oficiais divulgados, mas sim qualificar e produzir materiais informativos.

 

Só na Bahia, por exemplo, 32 homicídios contra pessoas LGBT+ foram identificados no último ano. O quantitativo se baseia em dados oficiais e, portanto, pode ser ainda maior.

 


Dados oficiais da Bahia | Clique para ampliar

 

Na entrevista, a cientista social falou sobre a política de segurança pública no estado da Bahia, sobretudo no interior, comentou acerca da implementação de ações como o "Pacto Pela Vida", do governo estadual, o policiamento através do reconhecimento facial e como se deu o relatório da Rede de Observatórios da Segurança. Clique aqui e leia a entrevista completa!

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