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Após 11 anos, policiais militares denunciados pela morte de Geovane Mascarenhas vão a júri

Por Redação

Foto: Acervo pessoal

Sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana serão submetidos a Júri popular na próxima segunda-feira (27), às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A ação ocorre quase 12 anos após o homicídio do jovem de 22 anos em agosto de 2014. 

 

Geovane Santana dos Santos foi morto e torturado após uma abordagem policial no bairro da Calçada, em Salvador. Na abordagem, Geovane foi conduzido, junto com sua moto, até a Rua Luiz Maria, próximo ao Atacadão Recôncavo. Ali, foi apresentado a uma mulher que havia relatado ser vítima de roubo. No entanto, ela não reconheceu Geovane como o autor do crime. 

 

Minutos depois, uma segunda viatura chegou ao local, antes de seguirem para a sede da Rondesp, no bairro do Lobato. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), os policiais decapitaram o jovem, mutilaram seu corpo, incluindo a remoção das mãos, genitália e partes das tatuagens, numa tentativa de dificultar sua identificação.

 

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Horas após a execução, o corpo de Geovane foi transportado até a Travessa São Rafael, na Rua das Casinhas, próximo ao Parque São Bartolomeu. No local, os acusados atearam fogo no cadáver, abandonando-o em uma casa sem moradores.

 

No júri, os agentes militares Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles também serão julgados por roubo qualificado pelas circunstâncias e, a exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.

 

Para o MP-BA, os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, afirma a denúncia, registrando que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, que foi surpreendida, sem nenhuma justificativa legal, presa e mantida sob a guarda dos PMs, quando então foi morta.