Justiça nega prisão domiciliar à esposa de detento envolvida em sequestro de mulheres no Salvador Shopping
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de prisão domiciliar para Emile Quéssia Oliveira da Silva Sena, presa por suspeita de envolvimento no sequestro de três mulheres no estacionamento do Salvador Shopping. A decisão é do desembargador Edmilson Jatahy Fonseca Júnior, relator do habeas corpus na 1ª Câmara Criminal, que indeferiu o pedido liminar da defesa para substituição da prisão preventiva por domiciliar.
A decisão foi proferida no dia 20 de março, mas foi divulgada nesta quarta-feira (20). Conforme o documento obtido pelo Bahia Notícias, o desembargador alegou que não há, neste momento, “demonstração inequívoca” de ilegalidade na manutenção da prisão preventiva, o que impede a concessão da medida em caráter liminar. O magistrado destacou que a análise mais aprofundada do caso dependerá de informações do juízo de origem.
A defesa alegou que a investigada possui problemas de saúde, como transtornos de ansiedade, depressão e asma, além de apontar agravamento do quadro clínico durante a custódia. Também argumentou que a paciente é primária e que o processo ainda está em fase inicial.
Apesar disso, o relator entendeu que os elementos apresentados não são suficientes, neste estágio, para justificar a concessão da prisão domiciliar. Com isso, determinou a solicitação de informações à 3ª Vara das Garantias de Salvador antes da análise do mérito do habeas corpus.
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De acordo com os autos, o crime ocorreu no último dia 15 de março, quando três mulheres foram abordadas por homens armados no estacionamento do shopping. As vítimas tiveram o carro e celulares roubados e foram obrigadas a realizar transferências via PIX sob ameaça.
Ainda conforme a investigação, os autores mantinham contato com um homem apontado como líder do grupo, que orientava as ações por chamadas de vídeo e indicava contas para recebimento dos valores. Em um dos momentos, uma mulher teria fornecido uma chave PIX para recebimento de R$ 10 mil, posteriormente identificada pela polícia como Emile Quéssia.
As vítimas foram mantidas em cárcere privado em um imóvel no bairro de Plataforma até serem resgatadas pela Polícia Civil na madrugada do dia 16. A suspeita foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva decretada dois dias depois.
