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emile quessia oliveira
O detento suspeito de comandar o sequestro de três mulheres no Shopping Salvador foi transferido do Complexo Penitenciário de Mata Escura para uma unidade prisional de segurança máxima no município de Serrinha. A informação foi obtida pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (25).
O criminoso, identificado como Pedro Vitor Lima Sena Júnior, é acusado de orquestrar o sequestro mesmo estando dentro do presídio. Conforme a apuração policial, ele utilizava um celular para se comunicar com integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM) para cometer os atos ilícitos. A esposa do detento, Emile Quéssia Oliveira, também está presa por ser suspeita de colaborar com o sequestro.
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Pedro Júnior, conforme noticiado pela TV Bahia, negociou a libertação das sequestradas por meio de chamada de vídeo dentro da prisão.
Ele também é investigado por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo e organização criminosa.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de prisão domiciliar para Emile Quéssia Oliveira da Silva Sena, presa por suspeita de envolvimento no sequestro de três mulheres no estacionamento do Salvador Shopping. A decisão é do desembargador Edmilson Jatahy Fonseca Júnior, relator do habeas corpus na 1ª Câmara Criminal, que indeferiu o pedido liminar da defesa para substituição da prisão preventiva por domiciliar.
A decisão foi proferida no dia 20 de março, mas foi divulgada nesta quarta-feira (20). Conforme o documento obtido pelo Bahia Notícias, o desembargador alegou que não há, neste momento, “demonstração inequívoca” de ilegalidade na manutenção da prisão preventiva, o que impede a concessão da medida em caráter liminar. O magistrado destacou que a análise mais aprofundada do caso dependerá de informações do juízo de origem.
A defesa alegou que a investigada possui problemas de saúde, como transtornos de ansiedade, depressão e asma, além de apontar agravamento do quadro clínico durante a custódia. Também argumentou que a paciente é primária e que o processo ainda está em fase inicial.
Apesar disso, o relator entendeu que os elementos apresentados não são suficientes, neste estágio, para justificar a concessão da prisão domiciliar. Com isso, determinou a solicitação de informações à 3ª Vara das Garantias de Salvador antes da análise do mérito do habeas corpus.
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De acordo com os autos, o crime ocorreu no último dia 15 de março, quando três mulheres foram abordadas por homens armados no estacionamento do shopping. As vítimas tiveram o carro e celulares roubados e foram obrigadas a realizar transferências via PIX sob ameaça.
Ainda conforme a investigação, os autores mantinham contato com um homem apontado como líder do grupo, que orientava as ações por chamadas de vídeo e indicava contas para recebimento dos valores. Em um dos momentos, uma mulher teria fornecido uma chave PIX para recebimento de R$ 10 mil, posteriormente identificada pela polícia como Emile Quéssia.
As vítimas foram mantidas em cárcere privado em um imóvel no bairro de Plataforma até serem resgatadas pela Polícia Civil na madrugada do dia 16. A suspeita foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva decretada dois dias depois.
A polícia prendeu um dos suspeitos envolvidos no sequestro de três mulheres no estacionamento do Shopping Salvador. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, o suspeito foi detido durante a tarde desta quarta-feira (18) e foi reconhecido por uma das vítimas.
Além dele, os investigadores ainda buscam um outro envolvido no sequestro, o qual participou da abordagem das vítimas durante a realização do sequestro no último domingo (15). Uma fonte da reportagem indicou que mais pessoas podem estar ligadas ao caso.
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Até então, apenas uma mulher identificada como Emile Quéssia Oliveira foi presa por participar do sequestro. Ela é esposa de um indivíduo custodiado no sistema prisional do estado, no qual teria participado do planejamento do sequestro. Emile teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva ainda nesta quarta.
O SEQUESTRO
Três mulheres da mesma família, incluindo uma idosa de 77 anos, foram abordadas no estacionamento do estabelecimento. As vítimas foram obrigadas a entrar no próprio veículo e levadas para a região do Subúrbio Ferroviário, onde foram realizadas diversas transferências bancárias a partir da conta de uma das vítimas.
A ação de resgate foi coordenada por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). Durante as buscas, policiais civis localizaram o veículo utilizado na ação criminosa, porém sem a presença das vítimas.
Ainda durante as diligências, a suspeita foi abordada e indicou o imóvel onde as vítimas estavam sendo mantidas em cativeiro. No local informado, as três mulheres foram resgatadas pelos policiais civis sem ferimentos graves.
Em nota, o Salvador Shopping informou que, na noite do último domingo, a administração do empreendimento foi acionada por um cliente que relatou não ter localizado três familiares com quem havia combinado de se encontrar no local.
O resgate ocorreu nesta segunda-feira (16), após uma ação da Polícia Civil da Bahia localizar o cativeiro em um imóvel situado no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Emile Quéssia Oliveira foi autuada em flagrante pelo crime de extorsão mediante restrição da liberdade e permanece custodiada à disposição da Justiça.
As investigações continuam para localizar os demais envolvidos e esclarecer a participação de cada um no crime, incluindo a possível atuação do homem preso no sistema penitenciário.
O grupo oficial de animadoras de torcida do Bahia, conhecido como Tricolíderes, divulgou nota após a prisão de Emile Quessia Oliveira da Silva Sena, apontada como suspeita de participação no sequestro de três mulheres no Salvador Shopping, no último domingo (15).
No comunicado, o grupo informou que Emile integrou a equipe há cerca de uma década e ressaltou que não mantém qualquer relação com a ex-participante desde o seu desligamento.
"Desde o seu desligamento, assim como ocorre com todas as integrantes que se desvinculam do grupo, ela seguiu sua trajetória pessoal de forma independente, não havendo qualquer vínculo institucional, representativo ou de responsabilidade entre o grupo e as decisões ou condutas individuais de ex-integrantes", diz o comunicado.
As Tricolíderes também destacaram os princípios que norteiam a atuação do grupo. "Ressaltamos ainda que as Tricolíderes sempre foram formadas por mulheres que pautam suas condutas nos princípios da ética, do respeito e da responsabilidade social".
Segundo as investigações, Emile se apresentava nas redes sociais como “cristã, casada e mãe de pets”, onde costumava compartilhar conteúdos religiosos. No entanto, as informações apuradas pela polícia indicam possível envolvimento em atividade criminosa.
Ela é casada com Pedro Vitor Lima Sena Souza, apontado por fontes policiais como integrante do grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM), com atuação em Salvador, Região Metropolitana e também no município de Seabra.
A suspeita foi abordada por policiais no bairro de Plataforma após demonstrar comportamento considerado suspeito. Durante a abordagem, ela indicou o local onde as vítimas eram mantidas em cativeiro.
As três mulheres foram resgatadas na segunda-feira (16), cerca de 12 horas após o crime. Emile Quessia foi autuada por extorsão mediante restrição da liberdade e permanece presa, à disposição da Justiça.
Ameaças constantes, tentativas de extorsão, falta de acesso à comida, confinamento em uma casa abandonada e até um tijolo sendo usado como travesseiro. Pode parecer um filme de terror, mas é o que ocorreu nesta semana em Salvador após três mulheres da mesma família serem sequestradas dentro de um estacionamento em uns dos principais shoppings da cidade.
As vítimas foram raptadas no final da tarde do último domingo (15), sendo resgatadas em uma casa abandonada no bairro de Plataforma durante as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (16). Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, elas foram abordadas por dois homens armados no estacionamento do Salvador Shopping, sendo levadas para o Subúrbio da capital baiana pelos criminosos, que utilizaram o carro das vítimas.
Nesta terça (17), o Bahia Notícias entrevistou, de forma exclusiva, o advogado das vítimas, Cícero Dias, que contou mais detalhes sobre a articulação dos criminosos que sequestraram as três mulheres. À reportagem, o defensor questionou a esquematização da segurança do Salvador Shopping, revelou que irá responsabilizar o centro comercial pelos danos causados às vítimas do crime e relatou que as vítimas foram forçadas a realizar transferências bancárias aos criminosos.
“Foi um evento altamente traumático, num ambiente que deveria ser seguro, onde tinha presença de seguranças. Elas foram sequestradas dentro do shopping, no estacionamento, a polícia deve estar com as imagens. Rodaram com elas por vários lugares até chegar a Plataforma. Nesse meio tempo, foram se fazendo vários ‘pix’ e iriam segurar elas para fazerem mais saques até segunda-feira, pelo menos, 12h”, contou o advogado.
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Dias informou que foi procurado pelos familiares das vítimas após dificuldades em contatá-las via telefone. O advogado contou que, após suspeitas de um possível crime, ele foi pessoalmente ao Salvador Shopping e acionou o Centro de Atendimento do Consumidor (CAC) do estabelecimento para averiguar se o veículo das vítimas ainda se encontrava no estacionamento. Todavia, conforme relatado ao BN, após mais de duas horas no CAC, o atendimento não soube responder se o carro estava no local.
“A informação que temos é que eles entraram já pelo estacionamento. Eu fui acionado pela família ainda no domingo. Nós fomos ao shopping, eu estive acompanhando, presente, encaminharam a gente ao CAC e lá a gente pediu para saber se o veículo de placa ‘tal’ estava lá. E essa resposta, que não chegou a vir, perdurou por cerca de 2 horas e, de lá, a gente se deslocou até a delegacia para prestar queixa. Eles já sabiam que o veículo não estava lá porque o irmão das vítimas digitou no totem no estacionamento a placa do carro da irmã não apareceu nada. Ou seja, presume-se que o veículo não estava mais lá. Essa omissão do Salvador Shopping atrasou e colocou mais ainda em risco a vida dessas vítimas por pelo menos 2 horas”, relatou Cícero Dias.
O defensor também declarou que a equipe do estacionamento do Salvador Shopping foi omissa no caso e, segundo ele, apesar de avistar o sequestro, não teriam se mobilizado para impedir a concretização do crime.
“Elas chegaram a avistar dois seguranças. Inclusive olhando para eles, tentando dar sinais do que estava acontecendo. Eles ficaram olhando e nada fizeram. Não se dirigiram ao superior, não se dirigiram à administração, não ligaram para a polícia, não tentaram impedir. Vamos aguardar para ver o que as investigações apresentam”, discorreu.
Em entrevista para a reportagem, o advogado revelou que só foi possível encontrar as vítimas em razão de um sistema de localização interno do veículo, que é da marca Volvo. Após consultar a ferramenta, o automóvel foi detectado no bairro de Plataforma e, a partir disso, foi trabalhada a hipótese de um sequestro.
“A marca do veículo permite aos proprietários terem acesso à localização do carro. Nós entramos em contato com a plataforma deles e eles identificaram onde se encontrava exatamente o veículo. Com isso, passamos para o pessoal da delegacia e, de pronto, eles organizaram diligências e saíram para realizarem a primeira abordagem”, detalhou o advogado das vítimas.
Cícero afirmou que irá representar as mulheres em um processo contra o estabelecimento comercial. Ao BN, ele declarou que a família já está tomando providências para responsabilizar o Salvador Shopping pela “segurança passiva” durante o crime. O defensor informou que as vítimas devem buscar danos morais, materiais, além de avaliarem a possibilidade de queixa-crime.
Confira a entrevista:
O RELATO
O Bahia Notícias também conversou com uma das vítimas do sequestro. Sua identidade e suas falas exatas foram ocultadas por um pedido de sigilo da própria. Vale lembrar que, dentre as mulheres sequestradas, havia uma idosa de quase 80 anos, uma adulta portadora de diabetes, consultada pela reportagem, e a condutora do veículo.
À reportagem, a vítima informou que foi ao Salvador Shopping para tomar um café com seus familiares. O sequestro ocorreu quando elas estavam de saída do estabelecimento e seguiam em direção ao carro no estacionamento quando foram surpreendidas por homens armados.
Segundo a fonte ouvida pelo BN, até aquele momento, não havia qualquer indício de que estivessem sendo seguidas. A abordagem ocorreu no instante em que uma das mulheres abriu a porta do veículo. Ao tentar reagir, ela foi impedida pelos criminosos, que ameaçaram as outras duas com uma arma, obrigando o grupo a entrar no carro.
Ainda segundo o depoimento, havia seguranças circulando nas proximidades no momento da ação, inclusive em motocicletas. Durante a tentativa de saída do estacionamento, duas pessoas da segurança chegaram a se aproximar, o que gerou a expectativa de que o crime fosse interrompido. No entanto, o veículo deixou o local sem impedimentos. Já na rodovia, as vítimas relataram ter passado por viaturas policiais, mas não houve interceptação.
Durante o trajeto, os criminosos fizeram ameaças constantes, com o objetivo de desestabilizar psicologicamente o grupo. Apesar da tensão, as vítimas conseguiram manter a calma naquele momento.
O grupo foi levado para um cativeiro em uma casa abandonada, localizada em uma área de matagal nos subúrbios de Salvador. No local, as condições eram consideradas insalubres: sem água, energia elétrica ou qualquer estrutura básica. As três mulheres permaneceram juntas em um único cômodo, onde também eram obrigadas a fazer suas necessidades. O ambiente apresentava infestação de insetos, e as vítimas relataram terem sido atacadas por formigas durante a noite.
Além das condições precárias, a situação de saúde de uma das vítimas agravou o quadro. Diabética, ela ficou sem acesso à insulina, sem alimentação e sem hidratação, o que levou a uma queda significativa na glicemia e a episódios de fraqueza intensa, com risco de desmaio.
As vítimas foram resgatadas pela polícia, que prestou atendimento imediato. Uma delas precisou de auxílio para se locomover devido ao estado debilitado em que se encontrava. Após o resgate, os agentes ofereceram suporte e acolhimento, contribuindo para restabelecer a sensação de segurança.
Após o episódio, as vítimas relatam impactos psicológicos significativos. O trauma tem provocado mudanças na rotina, incluindo dificuldade para sair sozinhas e evitar retornar ao local onde ocorreu o sequestro. O shopping, segundo informado, não teria feito contato posterior com as vítimas até o momento.
O Bahia Notícias buscou o Salvador Shopping para saber informações se há uma sindicância contra os seguranças e também sobre as imagens das câmeras no estacionamento. Em resposta, o centro comercial informou que iniciou uma apuração interna e que as autoridades competentes estão conduzindo as investigações.
“A administração do empreendimento informa que, na noite deste domingo (15/03), foi acionada por um cliente que relatou não ter localizado três familiares com quem havia combinado de se encontrar no local.Imediatamente após o relato, foi iniciada uma apuração interna e as autoridades competentes foram acionadas, passando a conduzir a investigação. A administração permanece colaborando com as autoridades para a apuração do caso”, diz a nota do Salvador Shopping.
O Bahia Notícias reforçou o pedido sobre as câmeras no estacionamento, mas a equipe afirmou que "como há um processo investigativo em curso, sob sigilo, qualquer informação adicional deve ser solicitada diretamente às autoridades competentes responsáveis pelo caso".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.