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Presidente da Ampeb aponta crise na gestão do MP-BA: ‘Não ter um gabinete é incoerência’

Por Cláudia Cardozo

Foto: Divulgação
O presidente da Associação do Ministério Público da Bahia (Ampeb), Alexandre Soares Cruz, está há dois anos à frente do órgão. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele avaliou o seu mandato e esclareceu questões acerca da recomposição salarial dos membros do MP e do pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência. "Nós temos mais de 200 promotorias vagas no interior e, na nossa visão, houve um problema de gestão do Ministério Público. Sempre houve vagas no interior, mas esse problema foi aprofundado com a criação de vagas na capital, a criação de vagas na segunda instância - portanto vagas de procurador - sem o adequado planejamento", afirmou Cruz, que não se esquivou de temas espinhosos, como a controversa PEC 37, que tentou retirar o poder de investigação do Ministério Público. "Há um trabalho corporativo, de entidades ligadas aos delegados de polícia que tentam retirar o Ministério Público da investigação criminal, e claro, a gente resiste a isso e sempre que a gente detecta alguma tentativa ali, às vezes escamoteada, contra o Ministério Público", disse o dirigente. Além disso, comentou sobre os problemas enfrentados pelo MP-BA, como carência de promotores e sedes e estrutura de trabalho. "Você precisa sair de casa e ir para o trabalho gostando do que está indo fazer, sentindo que você está realizando alguma coisa que justifique o seu papel social. Um membro do MP que exerce a função de investigar, às vezes, inclusive, figurões do meio político e econômico, não ter um gabinete para trabalho é uma incoerência", declarou. Confira a entrevista completa!

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