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Regina Casé lamenta morte de Matildinha de Omolu, figura tradicional de Salvador, aos 102 anos

Por Redação

Foto: Instagram

A atriz e apresentadora Regina Casé lamentou o falecimento da baiana Dona Matilde, conhecida como Matildinha de Omolu, aos 102 anos. Matildinha distribuía banhos de pipoca na porta da Igreja de São Lázaro, no Alto da Federação, há mais de 50 anos, e se tornou uma amiga da família de Casé.

 

No Instagram, a apresentadora celebrou a história de Matilde e a importância que a baiana teve na vida dela e da família.

 

"Dona Matilde, minha Matildinha, hoje com 102 anos, se encantou. Fico imaginando a chegada dela no Orum, aquela chuva de pipoca, e todo mundo que ela cuidou a vida toda agradecendo tanto amor, tanto axé, tanto cuidado. Meu pai, que aparece aí, já morreu há 18 anos. Por aí, você tem ideia de quanto tempo ela cuida da nossa família. No hospital do Rio de Janeiro, ele recebia pipoca que ela mandava da Bahia. Porque o banho de pipoca, nas religiões de matriz africana, é um banho de cura, de limpeza, para afastar doença", contou.

 

Casé falou também sobre o carinho constante que Matildinha tinha por ela, sempre enviando mensagens e cuidando, mesmo a distância. "Nunca vou me esquecer de que, no seu aniversário de 100 anos, o presente que ela me pediu foi: 'Regis, meu amor, eu quero um som ao vivo para eu dançar o tempo todo na festa' [...] Outra lembrança maravilhosa que eu trago dela é que quase todos os dias eu acordava com uma mensagem dela em vídeo. ‘E aí, Regis, tá tudo bem por aí? Omulu que lhe abençoe e cuide’. Mandava fotos dela... 'A coisa mais linda do mundo".

 

Para a apresentadora, Matilde era a maior representação de generosidade que ela tinha. "A saudade que vou sentir da Matilde não é só de uma pessoa que dedicou sua vida a Omulu e levava seu tabuleiro de pipoca para a Igreja de São Lázaro há mais de 50 anos, como uma filha dedicada desse nosso pai [...] Que lá de cima ela possa nos proteger e indicar os caminhos de axé e de bondade para que a gente siga acreditando. "Viva, Dona Matilde, meu amor!."