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Ministério da Cultura aprova plano de R$ 1,4 bilhão para o audiovisual brasileiro; saiba mais

Por Redação

Foto: Filipe Araújo

O Ministério da Cultura, presidido pela ministra Margareth Menezes, aprovou durante as reuniões realizadas em março de 2026, o Plano de Ação para o referido ano, que prevê um investimento de cerca de R$ 1,4 bilhão para o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

 

Desse montante, R$ 976 milhões serão destinados a ações de investimento direto e R$ 460 milhões a operações de crédito, utilizando recursos do Plano Anual de Investimentos (PAI) e saldos remanescentes.

 

O planejamento aprovado contempla a distribuição de verbas entre as linhas de cinema (Prodecine), TV e vídeo sob demanda (Prodav) e infraestrutura (Proinfra). 

 

Além da continuidade de ações emergenciais para o Rio Grande do Sul e novas parcerias com o estado e a cidade do Rio de Janeiro, o plano marca a retomada dos investimentos em núcleos criativos para o desenvolvimento de roteiros. 

 

As reuniões contaram com a participação da Ancine, BNDES, Casa Civil e representantes do setor.

 

A formulação das políticas para 2026 baseou-se em dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), apresentados pela Ancine. Os relatórios indicam um recorde histórico de 3.554 salas de cinema em operação no país e uma demanda elevada do setor, com mais de 4 mil projetos avaliados em editais recentes. 

 

O objetivo da nova estratégia é equilibrar perfis de produção e aprimorar os instrumentos de avaliação, buscando responder ao volume de propostas e à necessidade de modernização do ecossistema audiovisual. Um dos focos centrais para o próximo ciclo é a desconcentração regional dos recursos.

 

Para mitigar a disparidade, o Plano de Ação 2026 estabelece cotas de até 40% para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, visando impulsionar o desenvolvimento industrial e a inserção de novos talentos em todas as partes do território nacional.

 

A execução do cronograma de lançamentos para 2026 permanece condicionada à disponibilidade financeira e à definição final de critérios técnicos pelo Comitê Gestor. O setor apresentou demandas por maior previsibilidade na estruturação dos editais e na execução das políticas públicas. 

 

No entanto, os indicadores atuais reforçam a tendência de retomada, evidenciada pela exibição de 367 filmes brasileiros em 2025, que geraram uma renda superior a R$ 214 milhões.