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Marisa Monte mostra atemporalidade da música em apresentação histórica da turnê Phonica em Salvador

Por Bianca Andrade

Foto: Bianca Andrade

O vilarejo cantado por Marisa Monte na música de mesmo nome teve um endereço certo que não fosse o "ali" neste sábado (28). Quem buscava um lugar para acalmar o coração, onde o tempo espera e que — apesar de o calendário indicar que estamos no outono — conseguiu ser primavera, encontrou na Ladeira da Fonte das Pedras, s/n, em Nazaré, Salvador.

 

A Arena Fonte Nova foi palco da turnê "Phonica — Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo". De casa cheia, a carioca abriu as portas de seu "Infinito Particular" para mostrar que, após tanto tempo "Na Estrada" (música que não entrou no repertório do show), "Aquela Velha Canção" ainda tem espaço no coração do público.

 

Com regência do maestro André Bachur, Marisa Monte se apresentou acompanhada de uma orquestra sinfônica com 55 músicos pela primeira vez na carreira em um show totalmente seu.

 

 

A ideia do projeto é dar à obra de Marisa o tom dramático da música clássica, ainda que suas canções já sejam carregadas de dramas da vida real. A artista considera o concerto uma experiência mágica.

 

"Para a série especial de 8 shows da Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental."

 

Do gramado da Fonte Nova, olhos atentos para o palco. Uma plateia madura cantava, no tom, os maiores sucessos da carreira da artista. O show foi iniciado com "Vilarejo" e seguiu com mais sucessos, misturando carreira solo com Tribalistas.

 

Entre as canções mais recentes, além de "Feliz, Alegre e Forte", Marisa fez questão de apresentar para o público "Sua Onda", composta em parceria com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.

 

"Eu fiquei com vontade de ter uma música diferente para esse show, uma música nova que apontasse para o futuro e que também marcasse esse nosso momento aqui", disse a artista.

 

 

Sem Arnaldo, ficou para o público declamar o trecho da obra de Eça de Queiroz, O Primo Basílio, presente em "Amor I Love You", e Salvador não fez feio ao assumir o papel do 1/3 dos Tribalistas.

 

O karaokê seguiu com faixas como "Depois", "Infinito Particular", "Beija Eu", "Ainda Bem", "Ainda Lembro", "Maria de Verdade", "Segue o Seco" e "Cérebro Eletrônico", de Gilberto Gil, que foi gravada por Marisa no disco Barulhinho Bom. A artista interagiu brevemente com o público no intervalo de cada música.

 

O presente dado por Marisa ao público soteropolitano, além do grandioso show ao lado da orquestra regida por André Bachur, veio da própria terra. Diretamente do Candeal, a artista celebrou a música baiana ao lado de Carlinhos Brown.
 

 

Junto ao baiano, compositor de grande parte de seu repertório, a artista apresentou as canções "Magamalabares" e "Velha Infância". O artista, que também é amigo pessoal da cantora, recebeu uma declaração: "Sem ele essas músicas não existiriam", disse ao abraçar o baiano.

 

Depois de três falsas despedidas, Marisa encerrou o show, que teve início por volta das 18h50 e terminou por volta das 20h40. Mas, antes de sair do palco, a cantora foi homenageada pela voz do público, que não deixaria a artista sair sem cantar "Bem Que Se Quis".

 

De casa cheia, nem mesmo a chuva que insistia em cair aos poucos dispersou o público, ávido por um grande espetáculo. No show, Marisa provou não só a atemporalidade da música, como também o quão importante é falar sobre amor — sejam os intensos, os sofridos, os que acabaram ou os que ainda vão acontecer.

 

Trinta e sete anos se passaram desde o lançamento do primeiro álbum da cantora, MM, e, ainda assim, suas canções conseguem ser atuais. Afinal, o amor é amor, independentemente da década em que seja vivido.