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"Precisamos dar mais visibilidade ao samba", defende compositor Edil Pacheco em meio ao Carnaval 2026

Por Eduarda Pinto / Aline Gama

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Com 50 anos de trajetória dedicados ao samba, Edil Pacheco não esconde a emoção ao ser lembrado em meio à programação oficial do Carnaval de Salvador. "Para mim foi uma honra. Estou 50 anos fazendo isso e nunca houve uma publicidade, um levantamento, visibilidade", desabafa o sambista, evidenciando uma ausência histórica que começa, ainda que tardiamente, a ser reparada.

 

A iniciativa de prestigiar o samba na folia momesca é recebida com entusiasmo por Edil, que vê no gesto não apenas um aceno aos artistas do gênero, mas um movimento de valorização da própria identidade musical brasileira. "Precisamos dar mais visibilidade ao samba, porque o samba é o perfil, é a célula maior da música brasileira", afirma.

 

Para Pacheco, transcende o aspecto mercadológico e toca numa dimensão estrutural da música produzida no país. "Quando a música popular brasileira está em baixa, o samba chega e salva", pontua. "O samba é o pai de todas as vertentes e o pai da música que se faz no Brasil e na Bahia."

 

"O samba sempre ficou mais atrás", observa o compositor. Agora, amparado por políticas de reconhecimento e pela própria força de sua cena, o ritmo que deu contorno à identidade sonora brasileira começa a ocupar, na Bahia, o protagonismo que nunca deveria ter perdido.