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Carlinhos Brown anuncia atrações internacionais no Carnaval de Salvador em 2026 e desfile em homenagem ao samba

Por Bianca Andrade

Foto: Bianca Andrade/ Bahia Notícias

O intercâmbio musical vai acontecer no Carnaval de Salvador. Carlinhos Brown abrirá as portas do novo trio elétrico, o Mister Brown 2, para receber o DJ e produtor musical sul-americano Black Coffee no primeiro dia de festa, quinta-feira (12), no circuito Dodô (Barra-Ondina).

 

A presença do artista na capital casa com a proposta de Brown para o Carnaval de Salvador em 2026. O Cacique lançou o CD ‘Eletrocarnabrown’, que traz releituras de sucessos da própria carreira, além de uma parceria inédita com Simone.

 

Ao Bahia Notícias, Brown falou sobre a responsabilidade de promover o intercâmbio cultural na folia baiana. A mistura com o DJ sul-africano, para Carlinhos, e quase algo como a famosa palavra árabe, maktub, que em tradução livre para o português quer dizer “estava escrito” ou “tinha que acontecer”, assim como a fusão dele com a música eletrônica.

 

“Sempre foi o meu papel e de um certo modo, esses grupos confiam e me procuram para que realmente tenha confiança porque sabe da entrega, sabe do respeito e sabe de como a gente pode fundir isso. Eu tive a primeira música eletrônica estourada no Carnaval da Bahia, quando Daniela convidou todos os DJs, ela disse, ‘Eu vou chamar todos os DJs. Ah, você não é DJ, mas eu sei que você vai fazer uma coisa’, e aí ela fez um disco eletrônico, e o que que aconteceu? Eu, do meu jeito botei um bombo, fiz uns efeitos e fiz como eu via na Europa, trabalhando ali ao lado do Chemical Brothers, coisas que eu fiz com o Bob Sinclair, meu olhar pra Tiesto e para outros DJs, e eu consegui estourar naquele carnaval Maimbê Dandá, que virou um clássico. Maimbê é uma música híbrida, mas ela tem a força eletrônica e explodiu naquele disco eletrônico com grandes DJs. Então foi ali que eu descobri mais ainda que quando a gente começou com Fricote, ainda com baterias eletrônicas e fazendo de uma forma human touch, híbrida, de que o carnaval tem essa importância. Nós estamos também descobrindo uma forma da música eletrônica se dá melhor nas ruas. Tem os grandes hits, todo mundo vai atrás, mas isso também é um caminho importante para que a Bahia encontre sempre novos modelos de fazer seu Carnaval e estar atuante.”

 

Além de Black Coffee, o cacique irá receber o cantor canadense Nasri, vocalista da banda Magic! que participou do pré-Carnaval na capital baiana com a banda Filhos de Jorge. O artista, dono de hits como ‘No Way No’ e ‘Rude’ fará a participação na quinta, junto com o DJ sul-africano.

 

O intercâmbio musical continua com uma grande homenagem ao samba na sexta-feira (13), onde o artista levará para o trio elétrico a banda que acompanhava Beth Carvalho, cujos músicos são conhecidos como os Globetrotters do Samba, a sambista Karinah, e Simone, com quem Brown lançou o single de Carnaval “Primeiro Amor Primeiro”.

“A sexta-feira, ela dá-se pela importância do que está proposto para o Carnaval da Bahia. Foi muito importante toda essa luta de autores e de entidades para que o samba tivesse esse reconhecimento dentro da sua própria casa. Fora a questão da discussão de que o samba nasceu no Rio, que o samba nasceu na Bahia. O samba nasceu no mar e os dois, tanto o Rio, como o Bahia, como o Maranhão, como o Recife, cada um traduz a sua forma e traz linguagens como sotaques peculiares que nós temos ao samba. Mas a Bahia é especial. A Bahia também deu seus experimentos nesse longo do tempo, porque ela deu Tia Ciata para a história do samba, para o Rio de Janeiro, para toda essa proximidade. Então, cabe a gente homenagear, sim, Tia Ciata, o samba de roda do Recôncavo, tudo que que grandes músicos vêm traduzindo, Jorge Portugal, Roberto Mendes, o trabalho de Neguinho do Samba, em fazer o samba reggae, tudo que aconteceu com o que chama de pagode baiano, que é um tipo de samba muito novo, muito atual e que me sinto muito atuante, por ter criado um tipo de sonoridade. Eu criei a Bacuinha, eu criei o Rubenoso, o Rubenoso são aqueles três surdos. Reorganizei as batidas do timbal, criei novas levadas, preparei alunos importantes como Márcio Victor, para que ele viesse e criasse o Psirico, o Nenel, para que criasse o Parangolé, para que surgissem tantos outros artistas.”

 

O cantor frisa que não se sente pai de nada, mas entende como a colaboração dele e de tantos outros nomes da música baiana conseguiram e ainda conseguem transformar o samba.

 

“Isso não é mérito meu não, porque é continuidade, de pessoas que estão dentro de uma linhagem da maestria do tambor, da mensagem do tambor. O samba tem essa força, o samba tem esse esteio. Eu sou muito feliz por ter ido para o Oscar com samba, por ser conhecido como lá fora como autor de samba.”


Brown ainda pontuou que em 2026 celebra um marco importante na carreira dele e da Timbalada que tem a ver com o samba: “Minha grande comemoração de samba esse ano é Margarida Perfumada. Ela está fazendo 30 anos e quem pode rever nas matérias o que eu dizia. Nós precisamos ter samba, nós precisamos que o samba volte”.