Guia do Carnaval: Confira o que não fazer se você for turista na folia de Salvador
Por Laiane Apresentação
Com mais de 1,2 milhão de turistas esperados em Salvador durante o Carnaval, urge a necessidade de disponibilizar algumas dicas importantes para que quem vem de fora tenha uma boa experiência na folia soteropolitana.
Segundo projeção do Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a estimativa é de que entre sexta e terça-feira, o público chegue a mais de 900 mil turistas nas ruas.
Para ajudar aqueles que estarão vivendo seu primeiro Carnaval da capital baiana, o Bahia Notícias preparou uma lista com coisas que devem ser evitadas durante a folia. Confira:
- Falar “meu rei”
Apesar do que é representado em algumas produções cinematográficas e no imaginário popular sobre o que é ser baiano e como o baiano fala e age, o turista que chegar falando “meu rei” ou algo do gênero não será tão bem recebido. Também não tente falar “Lá Ele” sem saber usar direito - grandes chances de você não causar uma boa impressão.
- Fazer símbolos com as mãos
Alguns símbolos com as mãos, como fazer o símbolo da paz, ou hang-loose, ou o número três com os dedos, pode dar a impressão errada e acabar colocando uma mira no desavisado que o fizer. Acontece que esses símbolos estão associados a participação em facções criminosas da cidade. Por isso, a recomendação extraoficial é evitar qualquer símbolo com as mãos, por garantia.
- Usar chinelos ou sandálias abertas
Para percursos longos, como acontece nos circuitos Osmar, Dodô ou Batatinha, o conforto ao andar é uma das prioridades. Afinal, caso erre no calçado, podem ocorrer ferimentos ou dores que acabam impedindo sua permanência na festa. Para evitar, prefira utilizar tênis - e, de preferência, que não seja branco ou novo (é mais do que provável ter seu pé pisoteado ou voltar com os sapatos cheios de lama).
- Colar adesivos nas testa
Os confetes, o glitter e os adereços são maravilhosos itens para curtir a festa com cor e alegria. No entanto, algumas escolhas podem ser arriscadas. Utilizar adesivos de pedrinhas para uma maquiagem rápida pode deixar a pessoa com uma “tatuagem” de sol como lembrança após a festa passar. Caso escolha arriscar, use sempre protetor solar.
- Alugar carro para ir aos circuitos
Os melhores modos de se locomover na cidade para aproveitar o Carnaval nos circuitos de folia são o transporte público e, em segundo caso, os aplicativos de transporte. Alugar um veículo para ir até o circuito pode te dar um prejuízo financeiro com o valor do aluguel, do estacionamento e também pode ser inútil, já que as regiões próximas aos circuitos têm o trânsito limitado durante os dias de festa.
- Comprar abadás de desconhecidos
Se pretende curtir o Carnaval em algum bloco, atente-se para cobrar o abadá em lugares autorizados como as empresas especializadas: Central do Carnaval, Quero Abadá, Folia Bahia ou Meu Bilhete. Você também pode comprar nas lojas oficiais dos camarotes e blocos, que geralmente estão instaladas nos shoppings da cidade. Não caia no erro de comprar um abadá com alguém desconhecido no circuito, porque pode ser um golpe.
- Deixar itens importantes no bolso
Para evitar prejuízos, também é recomendado não deixar itens importantes no bolso e evitar levar objetos de valor para a avenida. Escolha usar uma doleira ou pochete na parte frontal de seu corpo e não coloque neles cartões de crédito ou celular com aplicativos de banco à disposição.
- Aceitar ‘presentes’ de estranhos
Não aceite bebidas, fitinhas ou outros tipos de presentes de pessoas desconhecidas. A abertura para aceitar esses “mimos” pode levar a um golpe e extorsão. Decline da oferta com simpatia ou, como diz a expressão, “dobre e passe para o próximo”. E atenção: no Carnaval de Salvador, o pagamento por um colar de Gandhy é um beijo. Tenha certeza de que está interessada em quem te oferece - e, o mais importante: Não é não!
- Ficar na frente polícia ou de equipes de segurança durante a ronda na pipoca
Nas pipocas da folia é comum e necessário a presença de forças de segurança para os foliões. No entanto, pode ser um risco a sua segurança se você não sair da frente das fileiras de rondas da Polícia Militar, Bombeiros ou Guarda Municipal. Apesar de não ser o ideal, os agentes podem utilizar de força com quem se manter em sua frente e ninguém quer voltar dolorido por esses motivos para casa.
- Tentar enfrentar pipocas “difíceis” como Bell Marques, Kannário ou Olodum
Ainda nas pipocas, algumas delas não são recomendadas para turistas. Nem mesmo todo soteropolitano tem pique e “base” para pipocas como Bell Marques, Igor Kannário ou Olodum, então não tente ir na onda quando não conhece a profundidade das águas. Caso essas pipocas passem, procure um lugar na lateral e espere elas se afastarem.
