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A Dama defende união de mulheres no pagode baiano e se considera referência: “Quando penso em pagode feminino, pensam na Dama”

Por Laiane Apresentação

Foto: Arianne Ribeiro / Bahia Notícias

Em um gênero cujos maiores representantes ainda são artistas masculinos, o nome da cantora baiana A Dama vem se consolidando como uma referência feminina no pagodão baiano. Ao Bahia Notícias, a artista defendeu a união entre mulheres na música. 

 

Em período de lançamento de sua aposta para o verão 2026 e às vésperas do Carnaval, a cantora admitiu que ainda falta e “sempre vai faltar” oportunidades para muitas mulheres no pagode e que costuma sempre achar que vai “tomar uma pancada” por não entenderem sua visão. 

 

“Eu já bati músicas virais e tal, que já chegou a outros lugares, mas nunca tive a notoriedade que esses homens tiveram. Porque as pessoas quando enxergam o pagode lá fora, abraçam os caras, levam os caras, fazem acontecer e as mulheres, eles mantêm aqui no mesmo lugar”, declarou. 

 

A cantora admitiu ao Bahia Notícias se considerar uma referência no gênero. “Quando penso em pagode feminino, pensam na Dama, lembram da Dama, mas ainda não cheguei ao nível que esses caras conseguiram chegar”, argumentou a pagodeira. 

 

Para ela, o que falta é oportunidade. Para além disso, a união entre as mulheres é um fator de influência para o crescimento feminino no pagodão. A Dama relembrou suas apresentações no Carnaval e no Salvador Fest, onde fez questão de chamar nomes do pagode para participar. 

 

“Eu tô sempre levando o nome dessas mulheres, porque eu sei que sozinha a gente não chega a lugar nenhum. Então, a gente precisa dessa união, precisa dessa força, precisa tá junto, mas nem todas pensam como eu”, admitiu. 

 

A Dama explicou ao site que “todo mundo tá sempre procurando seu espaço, seu lugar” e que é muito difícil chegar sozinha, mas defendeu que a caminhada precisa “acontecer só”. 

 

“Precisam triar o seu caminho, a sua identidade, sabe? Tipo assim, chegar realmente onde almeja para depois conseguir dar visibilidade a outras mulheres”, defendeu. “A gente precisa primeiro acender só, para acender outras mulheres”, completou A Dama.