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'Estava sedento por essa troca', confessa O Poeta após 1º show com público na pandemia

Por Júnior Moreira Bordalo

Foto: Divulgação / Vitor Fonseca

“Uma emoção muito massa poder subir no palco e sentir a energia, estava sedento por essa troca de energia e acho que o público também”. Foi dessa forma que John, O Poeta, avaliou em entrevista ao Bahia Notícias o show da madrugada desta sexta-feira (16), o seu primeiro com público durante a pandemia da Covid-19. "Vai ficar marcado com certeza, até porque estamos passando por um momento que jamais pensamos que aconteceria, né? Então, poder levar alegria e boas lembranças para quem curte o meu som, nesse tempo tão tenso, é uma sensação muito boa”, admitiu.

 

O show foi possível graças ao decreto do governador Rui Costa (PT) que, desde o dia dois de setembro, autorizou festas com até 100 pessoas em municípios baianos. Contudo, o evento não ocorreu em Salvador pois, apesar do decreto, cada prefeitura tem a liberdade de decidir quais medidas serão aplicadas. E na capital baiana, seguem proibidos pelo prefeito ACM Neto (DEM) shows com bandas - só são permitidas apresentações musicais ao vivo com no máximo dois integrantes.

 

Intitulada “O Poeta para Poucos”, a apresentação de três horas aconteceu no Blitz Music Bar, em Lauro de Freitas, com a capacidade máxima permitida. “Sempre bate aquele frio na barriga, mas quando vi que os ingressos esgotaram em três dias, senti que seria recebido com muito carinho pela galera que curte o som d’O Poeta. A galera cantou e dançou muito comigo, do início ao fim do show, eu pude sentir a energia do público, foi bom demais ver todo mundo cantando minhas músicas, até as mais novas”, comemorou. Inclusive, o espaço está com programação de “pequenos” shows e garante isolamento dos presentes com lounges com no máximo seis pessoas.

 

Assim como quase todo o setor do entretenimento, o artista estava parado há sete meses e, mesmo com a permanência do novo coronavírus, o pagodeiro disse ter se sentido seguro. “Tudo foi feito com muita segurança, até porque precisamos pensar em todo mundo. Não só em mim, mas na minha equipe, na banda, na galera que trabalha no espaço e claro, no público”, reforçou. Ele confessou também que foi um período de mudança de prioridades. “Passei a aproveitar mais tempo com meus pais, com minha família, pude participar de momentos que antes, por conta da rotina de shows e viagens, eu não conseguia acompanhar. Os custos foram reduzidos, mas Deus sabe de todas as coisas e seguimos aqui, de pé”, agradeceu.

 

Na última semana, empresários e produtores de eventos participaram do quadro “Fora da Bolha” do Bahia Notícias e expuseram a necessidade da volta dos grandes eventos (relembre aqui). Ao ser questionado sobre isso, O Poeta declarou: “Acho que se tiver segurança, controle e organização, pequenos eventos assim podem ser uma forma de fazer as coisas voltarem a acontecer”. Já em relação ao período do verão, que costuma ser o auge dos artistas baianos, ele se mostrou inseguro. “Essa é uma pergunta que eu não sei como responder, mas o que nos resta agora é rezar para que essa vacina venha logo e que, em breve, possamos estar metendo muita dança, todo mundo junto”, torceu.

 

Se os detalhes de como será a estação mais quente do ano em 2021 ainda estão indefinidos, o artista aproveitou bem o clima em 2020, sendo umas das revelações da música baiana. Contudo, ele não vê a pandemia da Covid-19 como “uma decepção” deste ano. “Acho que foi um freio, uma reduzida no embalo que estava, mas eu sinto que meu público segue comigo, graças a Deus, acompanhando o que produzo e sempre pedindo por mais, que é o que me motiva a querer estar sempre trazendo algo novo”, agradeceu. Confira um trecho do show:

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