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Justiça leiloa o Vasco e deve selar futuro nas mãos de enteado de Leila

Por Igor Siqueira | Folhapress

Foto: YouTube / Canal Atenção Vascaínos

A Justiça do Rio realiza nesta sexta-feira (25) um rito crucial para o futuro do Vasco: o leilão da SAF.
 

A audiência na 4ª Vara Empresarial do Rio começa às 14h. É o passo que vai confirmar se, de fato, a única proposta apresentada para assumir o controle do futebol vascaíno vem mesmo de Marcos Lamacchia. Ele é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e herdeiro da Crefisa.
 

Lamacchia encabeça a Almirante Participações, empresa que se apresenta como primeira proponente no leilão. O termo em inglês é "stalking horse". Ou seja, o cavalo a ser perseguido.
 

A proposta da Almirante serve para balizar as eventuais que se seguirem. Se não aparecer alguém, o controle dos 90% das ações da SAF já terá destino definido.
 

Tecnicamente, o que será vendido é uma UPI Equity, uma unidade de produção isolada de ações, em um mecanismo feito para isolar ativos específicos de uma empresa em recuperação judicial. Assim, o controle do futebol é vendido sem que o comprador leve também as dívidas do passado.
 

A atual SAF Vasco terá que criar uma nova sociedade anônima e passará as ações a quem vencer o leilão. O combo também envolve propriedade intelectual da marca Vasco e o uso de São Januário.
 

E QUAL O PREÇO MÍNIMO?
 

A proposta precisa assegurar R$ 500 milhões de aporte total, sendo R$ 100 milhões por ano no período de 2026 a 2030.
 

O valor de R$ 500 milhões deverá ser usado exclusivamente com o futebol e não poderá ser destinado a pagamento de dívidas.
 

Há ainda a exigência de que a nova SAF vá investir R$ 120 milhões ao longo de 10 anos no CT do Vasco e outros R$ 30 milhões em dois anos para melhorar a estrutura da base.
 

O futuro dono da SAF se deve se comprometer ainda a conduzir projetos de incentivo fiscal para o Vasco que totalizem R$ 150 milhões, captados ao longo de 10 anos.
 

Como contrapartida pelo uso do estádio, tendo prioridade e exclusividade de uso até 31 de dezembro de 2030, a empresa que vencer o leilão terá que pagar R$ 3 milhões por ano ao Vasco. Esse montante cai para R$ 2 milhões se houver reforma que impossibilite o uso do estádio.
 

QUEM VAI VENCER?
 

O edital publicado pela Justiça diz: "Será considerado vencedor o proponente que oferecer a melhor proposta pela UPI Equity, observadas as obrigações financeiras mínimas, as garantias e as salvaguardas adicionais. Na ausência de propostas válidas superiores à Proposta Vinculante UPI Equity, o Primeiro Proponente [Almirante] será considerado vencedor".
 

No caso de apresentação de propostas concorrentes à proposta de Lamacchia, a Justiça declarará durante a audiência a proposta selecionada e considerada a melhor.
 

Se aparecer alguém e esse concorrente apresentar proposta melhor, será assegurado à Almirante, por ser stalking horse, o direito de igualar no prazo de três dias úteis.

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