Príncipe George entra no Eton College e retoma tradição da família real
O príncipe George, 13, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, começou nesta terça-feira (8) a estudar no Eton College, internato inglês frequentado pelo pai, o príncipe William, e pelo tio, o príncipe Harry.
O neto do rei Charles III chegou à instituição acompanhado de William e Kate Middleton, princesa de Gales. A família foi recebida pelo diretor da escola, Simon Henderson.
Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, Eton é uma das instituições de ensino mais antigas e seletivas do Reino Unido. A escola, destinada apenas a meninos e com regime de internato, fica próxima ao Castelo de Windsor, onde a família do príncipe de Gales mantém residência.
A mudança representa também uma alteração na rotina de George, que estudava até então na Lambrook School, nos arredores de Windsor, ao lado dos irmãos Charlotte e Louis. As mensalidades de Eton chegam a cerca de £ 65 mil por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 450 mil.
William foi o primeiro integrante da família real britânica a frequentar Eton. Antes dele, Charles teve uma experiência diferente: estudou em Gordonstoun, na Escócia, colégio também frequentado por seu pai, o príncipe Philip, e relatou dificuldades durante os anos de estudante.
O Eton College reúne há séculos nomes da elite política e cultural britânica. Passaram por suas salas de aula 20 primeiros-ministros do Reino Unido, entre eles Boris Johnson e David Cameron, além dos atores Hugh Laurie, Damian Lewis e Tom Hiddleston.
A tradição também se impõe no cotidiano. Os estudantes usam fraques, coletes e capas, enquanto os professores são chamados de "beaks", termo que a instituição preservou ao longo dos séculos. A entrada de George em Eton ocorreu em uma data simbólica para a monarquia: são quatro anos da morte da rainha Elizabeth 2ª e da ascensão de Charles ao trono britânico.
