Medicamento para insônia que promete menor risco de dependência chega ao Brasil ainda neste ano
Medicamento contra a insônia que promete causar menos dependência do que outros disponíveis no mercado, o Dayvigo (lemborexante) deve chegar ainda neste ano ao Brasil e será vendido por cerca de R$ 200. A informação é da Eurofarma, que anunciou uma parceria com a farmacêutica Eisai para trazer o medicamento ao país.
Aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em setembro de 2025, o lemborexante é indicado para o tratamento da insônia em adultos com dificuldade para iniciar ou manter o sono. É considerado inovador porque atua de forma diferente no cérebro.
Enquanto as medicações utilizadas atualmente — especialmente as chamadas drogas "z", como zolpidem, zopiclona e eszopiclona — atuam como indutores do sono, o novo fármaco bloqueia o mecanismo que mantém a pessoa acordada.
O lemborexanto pertence à categoria de antagonista duplo dos receptores de orexina (DORA, na sigla em inglês), hormônio responsável por manter o estado de alerta. De acordo com a Eurofarma, o Dayvigo é o primeiro medicamento do tipo a ser aprovado no Brasil.
O novo fármaco causa menos dependência -Por não atuar sobre o neurotransmissor Gaba (ácido gama-aminobutírico), o novo fármaco apresenta menor potencial de dependência.
Segundo a farmacêutica, o medicamento demonstrou evidências de promover uma transição para o sono mais próxima do padrão natural.
A Eurofarma será responsável pela comercialização, promoção e distribuição do medicamento no Brasil, enquanto a Eisai mantém a titularidade do registro sanitário e coordenação das diretrizes globais da marca.
A insônia é caracterizada pela dificuldade para dormir ou manter o sono. É considerada distúrbio crônico quando ocorre três vezes ou mais por semana, durante pelo menos três meses.
A condição prejudicando a qualidade de vida. Causa fadiga, sonolência, irritabilidade, dificuldade de atenção, falhas de memória e sensação de falta de energia.
A prevalência do transtorno de insônia entre adultos no Brasil é estimada em cerca de 15%, o que representa aproximadamente 24 milhões de pessoas.
