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Marca Bahia Notícias

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Irã permitirá inspeção nuclear, diz vice-presidente dos EUA sobre acordo

Por Folhapress

Foto: White House

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou nesta segunda-feira (22), na Suíça, que houve avanços nas negociações com o Irã e que o país concordou em permitir a entrada de inspetores nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada às Nações Unidas. As conversas sobre as inspeções podem começar, segundo ele, já nesta semana.
 

"Os iranianos concordaram em convidar os inspetores da AIEA a retornarem ao país", disse Vance a repórteres no resort suíço de Burgenstock, após uma primeira rodada de negociações entre os EUA e o Irã com o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio.
 

Vance afirmou, também, que esse "é um marco importante para o povo americano e o primeiro passo para a desnuclearização permanente ou o fim definitivo do programa de armas nucleares no Irã".
 

A primeira rodada terminou nesta segunda, noite de domingo (21) no Brasil, disseram Qatar e Paquistão, que atuaram como mediadores. No domingo, o encontro teve momentos de tensão, inclusive com o Irã se retirando da mesa após ameaças do presidente Donald Trump publicadas em rede social.
 

Vance disse ainda que o encontro estabeleceu uma boa base para se chegar a um acordo final sobre o fim da guerra.
 

"Estabelecemos uma base muito boa para um acordo final bem-sucedido", afirmou ele. "O acordo final é a casa. Ainda não construímos a casa, mas estabelecemos uma base sólida para chegar a um bom resultado para o povo americano."
 

Em declaração conjunta, os mediadores da rodada disseram que os EUA e o Irã concordaram com um roteiro para um acordo final em 60 dias e que as autoridades alcançaram "avanços encorajadores".
 

As negociações técnicas continuarão durante o resto desta semana no resort de montanha suíço de Bürgenstock, de propriedade do Qatar, segundo o comunicado, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do país do Oriente Médio.
 

As partes concordaram com um mecanismo para pôr fim aos combates no Líbano e abriram uma linha de comunicação para ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo estreito de Hormuz, afirmou também o comunicado.
 

O presidente libanês, Joseph Aoun, recebeu uma ligação dos Estados Unidos e do Qatar no âmbito das negociações na Suíça, e foi discutida a criação de um grupo de prevenção para pôr fim à guerra com Israel, informou nesta segunda a presidência libanesa.
 

A conversa abordou "a consolidação do cessar-fogo no Líbano, o fim da escalada militar israelense e as medidas necessárias para avançar nesse sentido, incluindo a possibilidade de criar uma célula com esse objetivo", acrescentou o comunicado.
 

Após a primeira rodada de negociações, Washington e Teerã concordaram em estabelecer uma "célula de gestão de conflitos" para interromper os combates entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo os mediadores do Paquistão e do Qatar.
 

O Líbano foi arrastado para o conflito quando o Hezbollah atacou Israel em 2 de março, na sequência da guerra no Irã.
 

Os repetidos confrontos no Líbano ameaçaram inviabilizar as negociações, com ameaças iranianas de bloquear novamente o estreito de Hormuz.
 

"A incansável mediação do Paquistão e do Catar propiciou grandes avanços para pôr fim à guerra no Líbano", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, após o encontro na Suíça.
 

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, reiterou no domingo que o exército israelense permanecerá no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário".
 

No entanto, até a noite de domingo, não foram registrados bombardeios israelenses nem combates.
 

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde do Líbano, desde 2 de março as operações israelenses causaram a morte de 4.106 pessoas. No mesmo período, o exército israelense registrou a morte de 36 militares.

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