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Marca Bahia Notícias

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Preço do petróleo cai e fica em US$ 113 após navios atravessarem estreito de Hormuz

Por Fernando Narazaki | Folhapress

Foto: CNN Brasil

Após subir mais de 5% na segunda-feira (4), o preço do petróleo está em queda nesta terça-feira (5) com o barril Brent, referência mundial, sendo negociado a US$ 112,69, às 8h45 (horário de Brasília), uma desvalorização de 1,54%.
 

O contrato de julho ficou em baixa durante a sessão e chegou a ser vendido a US$ 111,89, às 5h45, queda de 2,23% em relação ao dia anterior. Depois disso, voltou para a casa de US$ 113 e permaneceu neste patamar nas horas seguintes. O barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também ficou em um preço abaixo de segunda-feira e estava cotado a US$ 103,95, perda de 2,32%, para o contrato de junho.
 

A divulgação da empresa Maersk, uma das principais do transporte marítimo, de que um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar o estreito de Hormuz sem incidentes trouxe alívio ao mercado. A retomada do tráfego na região é fundamental para a retomada do fornecimento de petróleo, já que 20% da produção mundial passa pelo local.
 

"O navio deixou o golfo Pérsico acompanhado de forças militares dos EUA. A navegação se realizou sem incidentes e todos os integrantes da tripulação estão são e salvos", informou a Maersk, que relatou que a embarcação estava parada no golfo desde fevereiro, quando começou o confronto entre EUA e Israel contra o Irã.
 

Os EUA divulgaram no domingo (3) que passariam a escoltar as embarcações que quisessem atravessar Hormuz, mas o Irã prometeu atacar quem tentasse realizar o percurso sem autorização iraniana.
 

Na segunda, os dois países travaram uma disputa de versões. Os norte-americanos informaram que dois navios dos EUA transitaram por Hormuz, mas sem informar quando a passagem ocorreu. Já o Irã disse ter bombardeado um navio da Marinha dos EUA, o que foi negado pelos norte-americanos. Por fim, os EUA relataram que impediram seis embarcações do Irã na região, o que foi desmentido pelos iranianos.
 

Nos discursos, a disputa continuou. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o acordo de cessar-fogo e que a situação geraria represália. "Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou ele em post no X (antigo Twitter). Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a escolta de navios prosseguia. "Segue muito bem", disse o republicano.
 

Vários navios mercantes no Golfo relataram explosões ou incêndios na segunda-feira, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma grande base militar dos EUA, foi incendiado por mísseis iranianos. O bloqueio para navegação em Hormuz continua sendo feito pelos dois países.
 

"A retórica de Irã e EUA sugere que é provável que a violência aumente antes que se possa encontrar uma solução diplomática", afirmou Kathleen Brooks, diretora de investigação da XTB.
 

BOLSAS NA EUROPA SOBEM

Em meio à expectativa pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, as Bolsas da Europa estão subindo nesta terça. O índice Euro STOXX 600 estava em alta de 1,18%, às 9h05, assim como Frankfurt (1,2%), Paris (0,56%), Madri (1,11%) e Milão (1,88%). A exceção era Londres, que caía 1,42%.
 

Na Ásia, a Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 0,76%, enquanto Taiwan subiu 0,16%. Já os mercados na China, no Japão e na Coreia do Sul não funcionaram nesta terça devido a feriados nacionais.

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