CBF avança em nova posição do VAR, e estádio do Corinthians gera debate
A CBF colocou em marcha o plano de reposicionar os monitores de revisão no VAR que ficam à beira do campo.
Nove dos 20 estádios que recebem jogos da Série A do Brasileirão de forma mais frequente já tem sua configuração definida — e isso envolve também a Arena Barueri, casa alternativa do Palmeiras.
A proposta é tirar a área de revisão do espaço entre os bancos de reserva para que haja menos rodinhas, gritaria ao redor e pressão sobre os árbitros.
O único estádio que não sofrerá alteração é a Arena da Baixada, já que as arquibancadas são muito próximas e no mesmo nível do campo.
"Na prática, a ideia é dar mais tranquilidade para o árbitro na tomada de posição quando vai olhar o VAR. Não estamos inventando a roda, mas isso vai ao encontro de outras ações para melhorar o ambiente do VAR. Não queremos o jogador gritando, o cara da cabine ouvindo. Esperamos que tenhamos mais tranquilidade na revisão", disse o diretor de arbitragem da CBF, Netto Góes, à reportagem.
O UOL apurou que a medida é bem aceita pelos árbitros, já que facilita o controle de jogo e dos bancos de reserva.
Em dois estádios, a nova posição será "inaugurada" na rodada do fim de semana: Arena MRV, que abrigará Atlético-MG x Flamengo, e Arena Fonte Nova, com Bahia x Santos.
Em outros quatro estádios, o processo de mudança está em andamento.
Um deles é a Neo Química Arena. A administração do estádio do Corinthians queria que a posição do monitor fosse no escanteio do setor Leste, no canto baixo à direita das cabines de TV. Mas por ali é por onde também sai a ambulância. Aí, não vai ser possível.
"Tem um mapa de oito locais onde a cabine de revisão pode ficar, segundo o regulamento de homologação da Fifa", ressalta Netto Goés.
O jeito vai ser alocar o VAR no escanteio oposto, à esquerda das cabines de TV.
A mudança de posicionamento da área de revisão depende de alguns ajustes técnicos, com o ajuste dos cabos de fibra ótica e pontos de energia.
E movimento todo isso varia de R$ 30 mil a R$ 60 mil por estádio, dependendo da estrutura do local.
Em mais quatro estádios (Arena do Grêmio, Beira-Rio, Maião e Mangueirão), as vistorias aconteceram até o fim de maio.
