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Marca Bahia Notícias

Notícia

Líder do Hezbollah acusa Israel de cobrar rendição disfarçada de negociação

Por Folhapress

Em um momento de pressão interna crescente no Líbano por uma saída diplomática para o conflito contra Estados Unidos e Israel, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta quarta-feira (25) que qualquer negociação "sob fogo" equivale a uma rendição do grupo e que, portanto, não teria prosseguimento.
 

Em discurso televisionado lido em seu nome e transmitido por uma emissora afiliada ao grupo, Qassem defendeu a continuidade da luta armada e pediu união contra Israel. Segundo ele, os combatentes do Hezbollah estão preparados para continuar o conflito sem "quaisquer limites".
 

O líder do grupo, apoiado e financiado pelo Irã, ainda instou as autoridades libanesas a reverterem a decisão tomada no começo de março que proibiu as atividades militares do Hezbollah, numa medida que classificou de "criminalização da atuação" da organização. Para Qassem, a reversão dessa decisão seria um passo essencial para alcançar a "unidade nacional" que ele defende.
 

As falas ocorreram enquanto Beirute sinaliza abertura a negociações com Tel Aviv, posição criticada por Qassem. As críticas a Israel aumentaram na terça (24), quando autoridades israelenses anunciaram que vão ocupar militarmente o sul libanês mais uma vez, algo que fez de 1982 a 2000.
 

Isso alimenta, no Líbano, o receio de uma anexação permanente por parte do país vizinho, hipótese defendida por partidos da direita religiosa que compõem a coalizão do premiê Binyamin Netanyahu. Esses grupos apoiam a ideia de um "Grande Israel", uma visão expansionista que, em algumas vertentes, projeta fronteiras que se estenderiam do rio Nilo ao rio Eufrates.
 

O Hezbollah afirmou que irá resistir à ocupação. "Trata-se de um risco existencial para o Líbano como Estado", disse o deputado Hassan Fadlallah à agência de notícias Reuters ainda na terça.

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