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Brasil cresce abaixo da média global em 2025 e deve perder posição

Por Eduardo Cucolo e Leonardo Vieceli | Folhapress

Foto: Agência Brasil

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025 ficou abaixo do desempenho esperado para a economia mundial no ano passado. Com isso, a expectativa é que o país perca posições no ranking das maiores economias globais pelos dois critérios utilizados para fazer essa comparação.
 

Entre as cerca de 30 economias monitoradas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Irlanda foi o país que mais cresceu em 2025. A alta de 6,7% na Irlanda foi sustentada sobretudo pelas multinacionais de tecnologia que têm sede no país.
 

Nesta terça (3), foi divulgado o PIB do Brasil, que cresceu 2,3% no período —depois avançar três anos seguidos na casa de 3%.
 

Outro destaque do ano passado foi a economia da China, que cresceu 5%, atingindo a meta do governo. A expectativa, no entanto, é de desaceleração em 2026. No quarto trimestre, a economia chinesa cresceu 1,2% em relação ao ano anterior, desacelerando para o nível mais baixo em três anos, devido à retração do consumo e do investimento nesse período específico.
 

Entre os países emergentes, destacam-se Israel e Polônia, ambos com crescimento acima de 3% no ano.
 

Apresentaram desempenho próximo ao do Brasil economias avançadas como Estados Unidos (2,2%) e Noruega (2,2%). Na Europa, a Espanha cresceu 2,6%, bem acima da média da Zona do Euro (1,3%), enquanto a Alemanha cresceu apenas 0,4%.
 

Na parte de baixo da tabela, ficaram também Canadá (0,7%) e o Japão, que só cresceu 0,2%, reforçando o quadro de estagnação prolongada.
 

MAIORES ECONOMIAS
 

Em seu relatório mais recente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) projetava que a Indonésia deveria ultrapassar o Brasil em 2025 e se tornar a sétima maior economia do mundo, de acordo com o ranking da instituição que utiliza o critério do poder de paridade de compra das moedas locais. O país asiático cresceu 5,1% em 2025. Com isso, o PIB brasileiro cai para a oitava posição.
 

Já no ranking em dólares sem esse ajuste, o Brasil cairia da décima para a 11ª posição, ultrapassado pela Rússia, segundo estimativas do Fundo. Esse critério de classificação tende a ser muito afetado pela questão cambial. A Rússia cresceu apenas 1% no ano passado, mas a valorização da sua moeda no ano superou a do real. Em 2024, o Brasil perdeu a 9ª posição para o Canadá.
 

O FMI prevê um crescimento do PIB global de 3,3% em 2025 e 2026, segundo projeção divulgada em janeiro deste ano.
 

Para o Brasil, a expectativa é de nova desaceleração da economia neste ano, para 1,8%, de acordo com as projeções da pesquisa Focus do Banco Central. O próprio BC esperava crescimento de 2,3% em 2025 e projeta expansão de 1,6% em 2026. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima uma expansão de 2,3% neste ano.
 

O FMI tem revisado as taxas de crescimento globais para cima desde julho do ano passado, diante da avaliação de que as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos a outros países foram menores do que o inicialmente previsto. Além disso, as empresas conseguiram se ajustar às tarifas, com realocação de vendas para outras nações.
 

O Fundo avalia ainda que investimentos em tecnologia, suporte fiscal e monetário e condições financeiras favoráveis ajudam a compensar as mudanças na política comercial americana.
 

*
 

Ranking do PIB de 2025
 

Irlanda - 6,7
 

Indonésia - 5,1
 


 

China - 5,0
 


 

Israel - 4,4
 


 

Polônia - 3,6
 


 

Dinamarca - 3,0
 


 

Espanha - 2,6
 


 

Letônia - 2,5
 


 

Lituânia - 2,5
 


 

República Tcheca - 2,4
 


 

Brasil - 2,3
 


 

Estados Unidos - 2,2
 


 

Colômbia - 2,2
 


 

Noruega - 2,2
 


 

Suécia - 2,0
 


 

Portugal - 1,9
 


 

Países Baixos - 1,7
 


 

México - 1,6
 


 

Eslovênia - 1,6
 


 

Coreia do Sul - 1,5
 


 

G7 - 1,5
 


 

Zona do Euro (20 países) - 1,3
 


 

França - 1,2
 


 

Reino Unido - 1,0
 


 

Rússia - 1,0
 


 

Eslováquia - 0,8
 


 

Itália - 0,8
 


 

Estônia - 0,8
 


 

Áustria - 0,7
 


 

Canadá - 0,7
 


 

Hungria - 0,5
 


 

Suíça - 0,5
 


 

Alemanha - 0,4
 


 

Finlândia - 0,3
 


 

Japão - 0,2
 

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