Trump diz que novos líderes iranianos querem conversar e que ele concordou
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à revista americana The Atlantic neste domingo (1º) que os novos líderes iranianos querem conversar e que ele concordou com a ideia. "Eles querem conversar, então eu concordei e vou falar com eles", afirmou. O republicano não especificou com quem conversaria nem se o diálogo ocorreria ainda neste domingo.
Ele também disse à emissora Fox News que 48 líderes foram mortos nos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, neste sábado (28). "Está avançando rapidamente. Tem sido assim há 47 anos. Ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo, 48 líderes foram eliminados de uma só vez", disse.
Já para o canal CNBC, Trump anunciou que operações militares contra o Irã estão "adiantadas".
Trump afirmou que algumas das pessoas envolvidas nas recentes negociações com os Estados Unidos faleceram. "A maioria dessas pessoas já se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando também já se foram, porque aquilo foi um grande golpe", disse em entrevista à Atlantic. "Eles deveriam ter feito isso antes. Poderiam ter chegado a um acordo. Deveriam ter feito isso antes. Jogaram sujo demais."
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que um conselho composto por ele próprio, o chefe do judiciário e um membro do Conselho dos Guardiões assumiu temporariamente as funções de líder supremo após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
Em vídeo transmitido pela TV estatal neste domingo, Pezeshkian afirmou que as Forças Armadas "deixarão os inimigos sem esperança". A composição do chamado Conselho de Liderança Interina também foi confirmada e já iniciou os trabalhos, segundo o presidente. O órgão ocupará as funções de Khamenei até a escolha de um sucessor, o que ocorrerá quando for reunida a Assembleia dos Peritos, com 88 membros.
Além de Pezeshkian, integram o conselho o aiatolá Alireza Arafi, um dos 12 membros do central Conselho dos Guardiões, e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Não há um prazo estimado para o processo de escolha, que é opaco.
Newsletter Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo *** Com a morte do presidente radical Ebrahim Raisi em um obscuro acidente de helicóptero em 2024, Khamenei ficou sem sucessor óbvio. A partir dali, a especulação era de que um dos filhos do aiatolá, Mojtaba, hoje com 56 anos, seria o nome escolhido.
Ocorre que ser líder supremo não é um direito hereditário, e outros nomes surgiram, a maior parte do estamento religioso mais conservador. Trump chegou a dizer que "tinha um nome em mente" para liderar o Irã, mas presume-se que ele conte primeiro com a queda do regime.
