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Marca Bahia Notícias

Notícia

COB abre Casa Brasil em Milão com festa, tietagem a Adriano e expectativa de medalha

Por Michele Oliveira | Folhapress

Foto: Mariano Beck/COB

Com copos de caipirinhas e drinques alaranjados circulando pelo salão e música popular brasileira ao vivo, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) inaugurou na noite desta quinta-feira (5) a Casa Brasil em Milão, que vai reunir atletas e patrocinadores durante os Jogos Olímpicos de Inverno.
 

Uma das principais personalidades foi a ginasta Rebeca de Andrade, uma das oito figuras escolhidas pelos organizadores dos Jogos para carregar a bandeira olímpica na cerimônia de abertura, nesta sexta (6), a partir das 16h (de Brasília). O mais procurado para fotografias foi o ex-atacante Adriano "Imperatore", como é conhecido na Itália, por suas temporadas no Inter de Milão.
 

O ministro do Esporte, André Fufuca, que vai representar o governo brasileiro na cerimônia de abertura, no estádio San Siro, também passou pelo coquetel de abertura. "O Brasil chega com grandes nomes que competem de igual para igual com qualquer atleta do mundo. Nós somos um país tropical e sabemos a dificuldade que é para os atletas competir em modalidades de inverno", disse à Folha de S.Paulo.
 

Segundo o ministro, 9 dos 14 atletas que formam a delegação –a maior da história do Brasil, que compete desde 1992– recebem ou já receberam o Bolsa Atleta, programa criado em 2005 pelo ministério. Fufuca deve encontrar o ministro italiano dos Esportes, Andrea Abodi, antes da cerimônia e voltar para Brasília no sábado (7).
 

A Casa Brasil é a primeira iniciativa do tipo para uma edição de inverno dos Jogos Olímpicos, o que ajuda a ilustrar as altas expectativas do COB para as próximas semanas.
 

"Nós temos hoje quatro possibilidades de medalhas", afirmou Marco La Porta, presidente do COB há pouco mais de um ano –a quem o ministro chamou de "Ricardo La Porta" em seu discurso. Por ordem de chance de pódio, La Porta listou Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino), Nicole Silveira (skeleton), Pat Burgener (snowboard) e a equipe de bobsled, com Edson Bindilatti.
 

"Nunca se falou tanto em esportes olímpicos de inverno. Estamos num momento muito bom, em que as empresas estão acreditando no esporte olímpico", disse La Porta. "Precisávamos dar visibilidade para os nossos patrocinadores e trazer novos players para ajudar os atletas, angariando mais recursos para a preparação deles."
 

O espaço do COB ocupa a Casa Degli Artisti, construída em 1909 para ser um centro de ateliês artísticos. Fica em um endereço nobre de Milão, na vizinhança do bairro de Brera, a 20 minutos do Duomo, a catedral mais famosa da cidade. O público pode visitar a casa de graça mediante reserva online.
 

La Porta reconhece o "efeito Lucas Pinheiro" no que considera um aumento de interesse dos brasileiros pelos esportes de inverno. Nascido na Noruega de mãe brasileira, o atleta competiu pelo país nórdico antes de representar o Brasil, desde 2024. Ligado à moda e com presença nas redes sociais, Lucas, 25, é a maior chance de pódio do Brasil. Ele, que disputa as categorias slalom e slalom gigante, já ganhou 20 medalhas em etapas da Copa do Mundo no esqui alpino.
 

"O Lucas tem um percentual enorme nisso. Mas é um trabalho que vem em evolução, com resultados e número de atletas nos últimos Jogos", disse o presidente do comitê. "O Brasil deixou de ser um estranho no ninho."

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